‘Memoria cantada’ – Parte II

Música popular de las Comunidades Quilombolas de la Bahía de Todos los Santos. Una expresión de subversión creativa

Los Bantos ensayando en Iguape

Gigiu es el otro protagonista que quiero traer este lugar de Fotosíntesis Cultural. Tiene 44 años, nacido y criado en la localidad de Santiago de Iguape, padre de 3 niños; le gusta que se le reconozca como Gigiu de Iguape.  Ha dedicado parte de su vida a la pesca artesanal, como casi todos los hombres de esa comunidad.

El sueño de Nica

La alta burguesía europea vio en Nica una contradicción de principio, un escándalo, pues si bien su actitud la hacía quedar fuera del mundo burgués al que sin duda pertenecía, simultáneamente no podía dejar de serlo.

Nica y Thelonius Monk

“No me extraña porque la marquesa es descabelladamente buena y entiende el mundo un poco como las tortillas que fabrica en su estudio cuando los amigos empiezan a llegar a montones, y que consiste en tener una especie de tortilla permanente a la cual echa diversas cosas y va sacando pedazos y ofreciéndolos a medida que hace falta” El perseguidor. Julio Cortázar.   Annie Pannonica Rothschild fue una mujer extraña, excepcional si se quiere, si la pensamos como una persona que hizo algo que pocas nos atrevemos a hacer: saltar al vacío desde lo alto de la estructura que configura el entorno en que nos desarrollamos. Su vida, que bien podría definirse como un paréntesis dentro de un enorme texto lleno de vacío, […]

Quando The Smiths serve para combater a misoginia

Histórias que, ao final, além de revelar a impossibilidade do amor, demonstram a misoginia em sua melhor forma: o homem que, após desqualificar o seu amor, desqualifica a si mesmo e, renunciando ao amor, abre mão dele próprio.

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A letra da música “Some girls are bigger than others”, da banda inglesa The Smiths, lançada em 1985, talvez pudesse ser lida como sobreposição de distintos tempos que, na verdade, confluem para afirmar uma única verdade: some girls are bigger than others. Quando Morrisey, vocalista da banda, escreveu essa letra, parecia, por um lado, interessado em brincar com elementos diversos e, por outro, bastante zeloso de que a sua combinação pudesse ser útil para produzir algo próximo de um poema. Contudo, ao misturá-la com a melodia, algo se inverte e a letra, que parecia ter forma definida, torna-se ainda mais elástica. Assim, se de uma era a outra (from the ice-age to the dole-age), o cantor descobre que a humanidade se ocupa […]

Desarmônicos

A marca nebulosa e violenta da ditadura, as cores da democratização, acompanhada pela “modernização”, pessoas e grupos esquecidos, silenciamentos, ressignificação neoliberal, assim como as suas festas populares.

Hits

Contar a história de um país envolve muitos detalhes, possibilita inúmeras leituras, multiplica as interpretações de distintos momentos, e influencia a atualidade revelando os próximos passos. Essa leitura multipolar, de algo convencionado por uma geopolítica impositiva da emolduração das diferenças e a constituição do Estado Nação, coloca e tensiona o universalismo que estabeleceria as relações de dominação e controle. Abrangendo a formação do imaginário e evidenciando as suas particularidades, induzindo significados e padronizações, coloca concomitantemente as ações significativas de grupos de resistências a partir desses cenários. Uma das ferramentas que é possível criar essa linha do tempo sobre a formação de uma nação são os artefatos culturais. Através de um montante significativo podemos dialogar temas complexos como a força da […]

Este artigo objetiva evidenciar a importância dada à música pelo Bando de Teatro Olodum em seus espetáculos como mais um elemento dramático de comunicação com o público. Inicialmente, delineia-se uma breve linha do tempo com a história dessa companhia de presença e discurso negros e, em seguida, apresenta-se a utilização da linguagem musical em suas montagens. Percebe-se, assim, que a força dos tambores e o diálogo com outros ritmos contribuem para o desenvolvimento comunicativo por apresentar e intensificar o texto dramático numa orquestrada polifonia cênica

Este artigo tem por objetivo analisar sociologicamente a poética de contestação social expressa na música “Manifest” lançada no ano de 1993 no álbum intitulado “Chaos A.D.” da banda de rock metal brasileira Sepultura. A referida composição versa sobre o assassinato de 111 detentos da Casa de Detenção de São Paulo pela polícia militar do estado de São Paulo ocorrido no ano de 1992. Esse acontecimento ficou conhecido como “O massacre do Carandirú” e evidencia as violentas ações muitas vezes perpetradas por agentes públicos de segurança e o tratamento degradante ao qual é submetido parte dos detentos das penitenciárias brasileiras. Para tanto, as composições são tomadas aqui enquanto elementos simbólicos portadores de ethos pertinentes à determinada sociedade (Geertz, 2014), e, por isso, podem ser “lidas” como documentos que auxiliam no entendimento da realidade social. Metodologicamente, o texto inspirou-se no trabalho de Deena Weinstein (2000) que propõe analisar o heavy metal a partir de três dimensões: Dimensão Sonora, Dimensão Verbal e Dimensão Visual. Nesse sentido, para além da referida música, outros elementos – imagens do encarte do álbum, matérias jornalísticas e entrevistas com músicos e ex-músicos da banda –, serviram de dados ao estudo aqui apresentado.