Femigerontocracia: oportunismo y complicidad patriarcal

Ejemplos de esta femigerontocracia los hay en toda Iberoamérica, sin embargo, entre sus principales exponentes destaca la antropóloga mexicana Marta Lamas.

“El opresor no sería tan fuerte si no tuviese cómplices entre los propios oprimidos” (Simone De Beauvoir) La femigerontocracia hace referencia al grupo de feministas con edades comprendidas entre los 60 y 80 años, en su mayoría blancas, pertenecientes a las clases medias y altas, cuya experiencia profesional ha transcurrido entre la academia, la ocupación de cargos políticos, gerenciales y ministeriales, así como, el lobbismo para la obtención de contratos y financiamientos con organismos internacionales y embajadas. Estas feministas se caracterizan por mantener una narrativa melancólica, añorando sus otroras glorias y su pasada influencia en la opinión pública y mediática, la cual han perdido ante su imposibilidad de convocar y dar respuesta a los múltiples intereses y necesidades dentro de […]

Desafiando o império positivista na prática da internacionalização da educação superior

A ideia de decolonizar a universidade e seu modo de inserção internacional faz parte do projeto mais amplo de busca por justiça social e econômica.

Educação superior, universidade e internacionalização coloniais As interpretações dominantes do mundo em determinada época facilitam, possibilitam e validam as transformações sociais conduzidas pelos grupos hegemônicos. Notadamente, a expansão mundial do sistema capitalista não teria se concretizado sem a legitimação dos princípios de apropriação e exploração conferidos pela ciência moderna e sua diferenciação hierárquica radical entre humanidade e natureza ou sujeito e objeto. A universidade é simultaneamente produtora e produto desse projeto civilizatório. Suas divisões disciplinares, seus modelos teóricos e suas histórias eurocentradas consagram o padrão de poder capitalista/moderno/colonial. Do mesmo modo, trata-se de uma instituição cujas práticas se alimentam do modo binário pelo qual o conhecimento é majoritariamente produzido e organizado. É nesse sentido que a “internacionalização da educação superior” […]

“Los dolores que quedan son las libertades que faltan”: A Conferência Regional de Educação Superior e o centenário do Movimento de Córdoba. Princípios para a internacionalização das universidades públicas latino-americanas?

Os cem anos da Reforma Universitária de Córdoba, movimento político, social e cultural que ecoou, de diferentes formas, nas universidades públicas da América Latina, vem nos recordar da função social dessas instituições e nos despertar para princípios a serem considerados em seus processos de internacionalização.

Como narrativa política hegemônica, a internacionalização da educação superior tem sido projetada como bem incondicional; via para a “excelência universitária” e caminho inequívoco a ser percorrido por aqueles que almejarem incluir-se à “economia do conhecimento”. Em contraponto a essa narrativa – que em grande medida se desenvolve distanciada das discussões sobre os riscos que o excesso de racionalidade econômica tem provocado no setor e na sociedade em geral – diversos estudos explicitam problemas políticos e éticos atrelados à ressignificação dada às relações internacionais acadêmicas e universitárias contemporâneas. O argumento central é de que a recente ênfase na internacionalização1Cabe, aqui, uma breve distinção entre a ideia reducionista de internacionalização projetada pelos organismos internacionais e acriticamente aceita por governos, instituições e estudiosos […]

Machismo en la Academia

En un contexto académico, este trance se explica, además, por la imposibilidad de conciliar el empoderamiento intelectual con la pasividad ante testimonios de injusticia y desigualdad.

Veintitrés universidades chilenas se encuentran en tomas feministas y otras quince están en paro, exigiendo cambios a la actual cultura universitaria. En ellas se repiten exigencias como la eliminación de brechas salariales entre funcionarios y funcionarias, educación para la Igualdad de género a la comunidad universitaria, el reconocimiento formal de la identidad de género de las personas y un replanteamiento de los modelos y contenidos enseñados, que actualmente reproducen la desigualdad de género.

La participación cada vez más fuerte de mujeres en la sociedad ha empezado, desde hace unas décadas, a generar disonancias y contradicciones debido a la incompatibilidad entre los roles femeninos tradicionales y las exigencias laborales en un mundo cada vez más competitivo. En un contexto académico, este trance se explica, además, por la imposibilidad de conciliar el empoderamiento intelectual con la pasividad ante testimonios de injusticia y desigualdad.

“Global citizens wanted” (II): confrontando o discurso dominante sobre a internacionalização do currículo na educação superior

Para os situados “deste lado” da linha abissal, mais relevante do que a “internacionalização do currículo” é a “decolonização do currículo”.

No último texto, tratamos de como a noção de “cidadania global” enfatizada pelo discurso hegemônico sobre internacionalização do currículo na educação superior se refere a um construto naturalizado da modernidade/colonialidade, que só pode existir por vias da degradação ontológica e epistêmica do “outro”; de seu desaparecimento como realidade. Dado o histórico desmantelamento do sistema de referências da sociedade colonizada, que passa a ser descrita como uma sociedade sem valores, o Sul Global emerge no contexto de internacionalização como um espaço que demanda desenvolvimento e serviços e a serem supridos pelo Norte, com uma população cujas aspirações de “ser alguém”, “tornar-se um cidadão global” são valorizadas por aqueles capazes de “proporcionar” tais feitos. A ênfase nesse discurso tem relação íntima com […]

“Global citizens wanted” (I): cidadania global como construto do imaginário moderno/colonial da internacionalização do currículo

Para que o cidadão global exista, o “outro” – cidadão não-global, sujeito sujeitado, menos racional e humanamente inferior – também precisa existir.

Em tempos de expansão e consolidação de um mercado mundial para a educação superior, a proliferação de rótulos, classificações e indicadores para fazer referência às tendências transnacionais no ensino e na pesquisa significa mais do que um exercício de tautologia ou tentativa imparcial de organização de um campo de estudo. Na ótica do capitalismo acadêmico, expressa a criação de novos “produtos” e “serviços”, construtos destinados a transformar-se em aspirações e atuar no imaginário daqueles que compram. No plano da experiência imediata, o colonizado, que viu o mundo moderno penetrar até os cantos mais remotos da mata, toma uma consciência muito aguda daquilo que ele não possui (Frantz Fanon – Os condenados da terra). Entre as tendências mais recentes no discurso […]