El objetivo de este artículo es analizar el problema post-normal creado con la aprobación, por parte del gobierno venezolano, de la Zona de Desarrollo Estratégico Nacional «Arco Minero del Orinoco» (Decreto 2.248), la cual representa 12% del territorio venezolano. Nuestro enfoque de análisis se basa en una articulación teórica entre la ciencia post-normal (Funtowicz y Ravetz, 2000), la epistemología del Sur (Santos, 2009) y la ética planetaria (Boff, 2001). Abordamos brevemente cada enfoque teórico y luego elaboramos una reconstrucción no exhaustiva de algunos eventos ocurridos durante un periodo de ocho meses después de la aprobación del Decreto para mostrar, al menos parcialmente, la complejidad del conflicto. Mostramos también una visión general de las perspectivas de diferentes actores (gobierno, activistas, académicos, comunidades indígenas) para ilustrar que las mismas no necesariamente se excluyen entre sí aunque su inteligibilidad recíproca pueda no ser tan sencilla. Si la ciencia posnormal constituye el marco de discusión para la ciencia del futuro o qué será de la ciencia, y si se podrá seguir llamando como tal a la resultante de la imbricación entre diferentes estilos epistemológicos y horizontes culturales, es una interesantísima cuestión que queda abierta como parte de los desafíos de un mundo posnatural.

Elaine Tavares

A Assembleia Nacional da Venezuela, aproveitando-se da ausência do presidente Nicolás Maduro, chamou uma sessão extraordinária em pleno domingo, e preparou um golpe parlamentar para derrubar o primeiro mandatário da nação. Indignados com a negativa do poder eleitoral em realizar um referendo revocatório do mandato, acusam o presidente de golpe e, para finalmente tirá-lo do caminho, acusam-no de quebrar as regras constitucionais. O fato é que a oposição não conseguiu recolher as assinaturas necessárias para a realização do referendo, apresentando uma documentação recheada de irregularidades e fraudes. Há dois anos que a oposição tenta derrubar Maduro pelo caminho da chantagem econômica, abrindo contra ele uma guerra, na qual escondem produtos e provocam a escassez de alimentos e outros artigos de […]

Venezuela, que ditadura?

A única esperança da Venezuela é seu povo. Até onde ele vai resistir é um mistério.

Comunidade 23 de janeiro

Ainda durante o governo de Hugo Chávez, a revista Veja, espaço de lixo jornalístico brasileiro escreveu o seguinte texto: “A Venezuela era, até o final do século XX, uma exceção na América Latina. Durante quatro décadas, entre 1958 e 1998, o país foi um exemplo de estabilidade política e de democracia no meio de um continente mergulhado em ditaduras militares. Seu relógio político obedecia a um fuso horário diferente do de seus vizinhos”. Para o escriba anônimo da Veja, depois de 1998 teve início, então, a “ditadura chavista”. Até ali era a paz. Mentira. A Venezuela antes de Chávez era um país dominado por meia dúzia de famílias que enriqueciam por conta do petróleo. A maioria da população vivia na […]

Elaine Tavares

O dia primeiro de setembro está reivindicado pela direita venezuelana como um dia nacional de protestos. O líder da oposição, Henrique Capriles, que é também governador do estado de Miranda, tem ocupado de maneira ostensiva os meios de comunicação comercial – jornais e televisão –  para chamar a população para rua contra o governo de Nicolás Maduro, inclusive aqueles que vivem no exterior. A marcha tem como objetivo exigir mais rapidez na realização do plebiscito que propõe revogar o mandato presidencial. Como se sabe, na Constituição venezuelana, o poder mais importante e decisivo é o poder popular e a população – com 20% de assinaturas – pode exigir plebiscitos sobre qualquer tema. A direita venezuelana, depois de várias tentativas de golpes frustrada […]