El malestar en el trabajo. (Salud mental ocupacional)

El malestar en el trabajo se produce porque los valores de la empresa son contradictorios con los valores personales, porque los ambientes laborales son cada vez más competitivos y en éstos, la ayuda y la colaboración tienden a desaparecer.

En Chile la fuerza de trabajo ocupada se estima en 8,9 millones de personas, lo que representa un 44,3 % de la población total.1Instituto Nacional de Estadísticas INE –Chile (2018) http://www.ine.cl/estadisticas/laborales/ene En nuestro país, un trabajador dependiente permanece alrededor de 44 hrs semanales en su trabajo, lo que hace muy difícil aislar la actividad laboral, de sus condiciones de salud. El trabajo tiene un impacto sobre la salud de la población trabajadora, por lo que es reconocido el rol de las condiciones laborales como determinantes sociales de la salud. En Chile la salud ocupacional, funciona a través de un seguro obligatorio para las empresas, las que contratan instituciones públicas o privadas, para otorgar servicios de salud en caso de eventos considerados […]

Um triste brasil para os trabalhadores

Professores poderão ser contratados por hora, médicos, enfermeiros, dentistas, qualquer um.

O jogo do toma-lá-dá-cá entre o governo de Temer e o Judiciário garantiu mais um gol de placa para a classe dominante: a terceirização irrestrita. Com isso, o Brasil volta ainda mais no tempo, alcançando a era em que os trabalhadores não tinham qualquer direito garantido e podiam ser movidos ao bel prazer dos patrões. A decisão do Superior Tribunal Federal, pouco depois de garantir aumento salarial de 16% para seus membros, permite que a partir de agora mesmo as atividades-fim possam ser terceirizadas. Até então apenas as atividades-meio como limpeza, transporte e segurança eram permitidas. Mas, agora, vale para qualquer função. Ou seja, uma empresa pode funcionar sem nenhum empregado contratado, com cada tipo de trabalhador vindo de uma […]

Trabalhadores: é tempo de lutar

A reforma trabalhista aprovada pelo Congresso Nacional destruiu 60 anos de luta, pois praticamente todos os direitos conquistados a duras penas foram para o ralo.

Tarde de quinta-feira. O posto da Caixa Econômica Federal, um dos bancos públicos brasileiros, está lotado. São quase 100 pessoas sentadas nos bancos azuis, com olhar perdido no vazio, esperando. Antes de entrar, precisam passar pelo constrangimento de esvaziar suas bolsas ou coloca-las num escaninho que, mesmo na agência central, parece coisa do século passado. Leva-se pelos menos uns 10 minutos no trâmite de pegar a chave com um garoto que distribui senhas, abrir o cadeado que fecha uma corrente na porta do armário. Coisa bárbara. Lá dentro o ambiente é tóxico. Rostos ansiosos e tristes. Por ter de estar ali pagando contas, e por passar pela absurda espera. Como sempre, há poucos caixas, fruto do sistemático desmonte das empresas […]

O Brasil, os caminhoneiros e a política

Das entranhas do país, pelas estradas carcomidas e perigosas que constituem a malha rodoviária do gigante brasileiro, homens e mulheres decidiram parar a circulação das mercadorias.

Quando em 2013 a direita foi às ruas houve uma surpresa geral. Havia muito tempo que esse campo não travava batalhas no campo aberto. Sua tática, desde o golpe de 1964, era a das salas acarpetadas, dos acordinhos espúrios, da pressão via dinheiro. Mas, tampouco o país tivera na direção alguém identificado  com os trabalhadores.

Precisa-se de sindicato

Fomos às ruas gritando “não vai ter golpe”, e teve. Gritamos “não passarão”, aos formuladores da reforma trabalhista, e passaram.

Há um filme francês, “Dois dias, uma noite”, que conta a saga de uma mulher trabalhadora, demitida, e que precisa pedir a ajuda dos colegas para poder permanecer no emprego.  A proposta do patrão é de que ela convença os colegas a abrir mão de um bônus. Assim, em vez de pagar o bônus aos demais trabalhadores ele a manteria no emprego. Uma perversidade. A mulher passa dois dias e uma noite indo de casa em casa, falando com os colegas, com toda a carga dramática que isso tem, afinal, cada família tem suas necessidades e precisa do bônus. O filme é uma porrada. Mostra a solidão de uma trabalhadora, desguarnecida de tudo. Não há um sindicato, não há um […]

Os laços desfeitos que unem a América Latina

A essencialidade do trabalho, como fonte comunitária, necessita ser rearticulada frente aos espaços de combate e neocoloniais.

O modo de curadoria que esse blog tem costurado tantos temas, produções e agentes culturais da América Latina tem se mostrado, intencionalmente, um espelho de variadas questões que nos formam e nos fazem reagir frente aos desafios contemporâneos e aos problemas enraizados no passado. Assim, a escolha do filme Eslabones Sueltos (2017) evidencia mais um problema crônico em nossa América Latina: a intersecção entre trabalho e infância. A relação trabalho e infância remonta a formação de nossa sociedade, em diversos momentos históricos a importância do corpo infantil estava na sua reelaboração frente aos desafios “modernos”. A visão de massa por sobre a formação de crianças configurou-se em alguns Estados como política social – e de controle. Dados da Organização Internacional […]