Febre amarela de volta no país

Como essa é uma doença pouco conhecida, já quase erradicada, muitos profissionais podem confundi-la, o que pode ser fatal para o doente. 

Nada no mundo humano é por acaso. Então, qual o motivo do estado de São Paulo estar vivendo um surto de febre amarela, uma doença que supostamente estava sob completo controle no Brasil, sem casos urbanos desde 1942? Essa é uma pergunta que a gente não vê os meios de comunicação fazerem. Os noticiários mostram o caos nos postos de saúde paulistas, com pessoas fazendo filas quilométricas para tentar garantir uma vacina que não está disponível, mas são incapazes de investigar as causas de todo esse drama que já cobrou, só em São Paulo, 21 vidas. A falta de vacinas é a aparência de um problema que é muito mais complexo: a sistemática redução do orçamento em ciência e tecnologia. …

Quando “o outro” está em casa: mobilidade guarani na tríplice fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai

O presente trabalho propõe discutir a dinâmica própria de mobilidade humana existente na chamada Tríplice Fronteira, área limítrofe entre Argentina, Brasil e Paraguai, pontualmente entre as cidades de Puerto Iguazú, Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, respectivamente, que comporta uma forte presença da população Guarani que precede qualquer limitação moderna de fronteiras e formação dos Estados Nação.

A fronteira como lugar geográfico, epistêmico, político e cultural: delineando sentidos e contrastes

As fronteiras revelam o tamanho e o abismo do egoísmo humano, sua tendência fundamentalista e sua ignorância crassa, sua estupidez e desproporção racional.

Toda fronteira é uma afirmação de luta e força, de proteção e de defesa. As fronteiras revelam o tamanho e o abismo do egoísmo humano, sua tendência fundamentalista e sua ignorância crassa, sua estupidez e desproporção racional.

Não há o que temer no comunismo

O comunismo só é diabólico para esses e essas que acumulam a riqueza gerada pelos bilhões de trabalhadores. São eles os que têm medo. E como têm poder, eles divulgam esse medo como se tivesse de ser o medo de todos. Não tem!

Já não é de hoje que toma corpo a esquerda paz e amor. Essa ideia insana de que é possível humanizar o capitalismo. E, nesse diapasão vamos vivendo lutas por políticas públicas, de apaziguamento da miséria, propostas alternativas isoladas que não enfrentam o capitalismo ou ainda a ingênua intensão de um desenvolvimento sustentável no rumo de uma nação com bem estar social. Tudo bem se essas batalhas forem encaradas como reformas necessárias num caminho para outra forma de organizar a vida. Mas, crer nessas propostas como um fim em si mesmas é ilusão. Há que avançar para a ruptura. O capitalismo – já nos mostra o alemão Karl Marx – tem determinações muito claras e nelas não cabem essas propostas. …

Terror na terra guarani

Os que escaparam da morte foram se escondendo no interior. Até que os colonizadores também chegaram lá. Foi a brutal invasão que desalojou os Guarani. Foi um roubo. Uma violência.

Desde o Morro dos Cavalos, em Palhoça, ecoa um grito que poucos ouvem. Não porque não seja forte, mas porque quem grita são gentes do povo Guarani. Gente indígena, originária, que a maioria das pessoas prefere ignorar. Tanto que desde 1992, quando surgiu a proposta de demarcação da área para que as famílias Guarani pudessem ter um lugar para viver, a terra e os Guarani vivem sob constante ataque do Estado, dos políticos, e até das chamadas “pessoas de bem”. Ao longo desses anos são incontáveis as ações violentas, preconceituosas e discriminatórias. E desde que as famílias empreenderam uma luta mais potente pela posse da sua terra ancestral a violência aumentou, a ponto de no último feriado do dia 02 …

Orçamento Legislativo Participativo: as gentes decidindo

Com a presença de entidades sociais e populares na abertura dessa generosa proposta, o lançamento do Orçamento Legislativo Participativo foi um respiro de alegria nesses tempos tão sombrios.

Uma das experiências mais bonitas tocadas pelo Partido dos Trabalhadores no início de sua trajetória como institucionalidade foi a do Orçamento Participativo. As cidades sendo pensadas pelas gentes mesmas, as que as constroem e que as vivem. Florianópolis viveu esse momento durante o governo de Sérgio Grando, no qual Afrânio Boppré (então PT)  era vice-prefeito. E foi uma belezura. Todos os bairros faziam suas reuniões e discutiam suas prioridades para obras e serviços. Depois, decidiam o que fazer e quanto gastar em cada coisa. Pela primeira vez na história da cidade os moradores eram chamados para uma participação real e direta, na qual definiam eles mesmos o que fazer com os recursos do município. Foi um tempo em que as …