Agronegócio avança sobre a Amazônia A lei tem um único objetivo. Tornar legal a criminosa apropriação feita pelos grandes fazendeiros.

O Brasil vive uma grande crise política, mas para os deputados no Congresso Nacional, nada está acontecendo. Surdos a toda mobilização popular que questiona a legitimidade do governo Temer e acusa mais de 300 parlamentares de corrupção, os legisladores seguem com a farra de benesses para os seus financiadores. A conhecida “bancada do boi”, na qual estão os representantes do agronegócio é a que mais avança, garantindo cada vez mais a concentração de terra e privilégios para os latifundiários. Não bastasse essa goleada no poder legislativo, os ruralistas ainda seguem matando pessoas nos fundões do Brasil sem que ninguém seja tocado. A chamada acumulação primitiva, tão bem explicada por Marx, segue a passos largos no Brasil. O objetivo é garantir …

un río como sujeto de derechos

de agua somos. da água brotou a vida. os rios são o sangue que nutre a terra. e são feitas de água as células que nos pensam, as lágrimas que nos choram e a memória que nos recorda. a memória nos conta que os desertos de hoje foram os bosques de ontem, e que o mundo seco costumava ser mundo molhado, naqueles remotos tempos em que a água e a terra eram de ninguém e eram de todos. quem ficou com a água? o macaco que tinha o porrete. o macaco desarmado morreu de uma paulada. se não me engano,  assim começava o filme 2001 uma odisseia no espaço. algum tempo depois, em 2009, uma nave espacial descobriu que existe água …

O deboche do latifúndio tem que parar

O ataque de jagunços e fazendeiros a uma comunidade indígena do Maranhão, com requintes de crueldade, não é uma coisa isolada nesse país. A violência dos grandes fazendeiros contra as populações originárias cresce a cada dia, em número e grau, na medida em que esse grupo – incensado como “agronegócio” – vai ficando mais poderoso. Liderando uma bancada considerável no Congresso Nacional, os representantes do latifúndio têm como objetivo principal acabar com as demarcações de terras, tornando os indígenas “trabalhadores assalariados”, como – sem qualquer prurido – observou o deputado catarinense Valdir Colatto. Os fazendeiros, que seguem expandido as fronteiras agrícolas, no melhor estilo da acumulação primitiva – ou seja, à custa da expulsão dos pequenos agricultores e também dos …

“Como vamos saber o tempo da nossa história acontecer?”

Como os indígenas do Parque Nacional do Xingu, hoje uma ilha de preservação socioambiental em meio ao monocultivo de soja e milho, percebem as alterações climáticas e suas implicações para a sobrevivência de seu povo? Produzido em parceria pelo Instituto Socioambiental e o Instituto Catitu, o filme “Para onde foram as andorinhas?” retrata como a sabedoria ecológica desses povos, tradicionalmente conhecidos como os guardiões da floresta, está sendo impactada pelas alterações no ecossistema. O ciclo das borboletas, que surgiam na época da seca dos rios, e o ciclo das cigarras, que anunciavam as primeiras chuvas propícias para o plantio das roças, parecem ter sofrido alterações drásticas, deixando alarmados os indígenas do Xingu. O que para alguns pode parecer um mero …