Filgua Feria del libro Guatemala

El hábito de la lectura es un arma poderosa contra la opresión. Eso explica por qué en muchos países latinoamericanos se erigen, desde los centros de poder político y económico, obstáculos a la educación de sus pueblos con el objetivo de mantener a la población sometida a regímenes de explotación y carente de las herramientas cognitivas que pudieran proporcionarle los espacios críticos y de reflexión propios de una ciudadanía activa. Los ejemplos abundan, sobre todo en naciones como Guatemala, Brasil o Chile, con gobiernos conservadores aliados de un sistema neoliberal diseñado a la medida de los intereses de sus cúpulas de poder económico. En ellos, el recorte de programas de enseñanza y la falta de inversión en educación responden a […]

Epistemologías del Sur Boaventura de Sousa

Soy consciente que intentar comentar críticamente una propuesta tan densa como las epistemologías del sur es un acto de osadía. Su exponente, el sociólogo portugués Boaventura de Sousa Santos, ha dedicado varios años al desarrollo de cada uno de sus aspectos constitutivos. Por tales motivos, conviene resaltar que las notas críticas que presentaré a continuación responden a mi lectura del texto “Introducción a las Epistemologías del Sur”, publicado en una antología que el Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO) ha editado recientemente.

Transgresoras - Esther Pineda

Recientemente en el marco de la Feria Internacional del Libro de Buenos Aires, fue publicado por la editorial Milena Caserola el libro “Transgresoras. Un recorrido por la poética feminista latinoamericana”, el cual se propone desmitificar la poesía producida por mujeres para las mujeres, y persigue visibilizar las voces de las mujeres inconformes, hastiadas, incomprendidas, incómodas, insatisfechas, inoportunas, irreverentes, incorregibles e incontrolables, de aquellas que escaparon del mandato patriarcal. Esta inédita y transfronteriza reunión feminista de la cual tengo el gusto de ser anfitriona, cuenta con la obra de las poetas Daisy Zamora (Nicaragua), Kyra Galvan (México), Guisela López (Guatemala), Silvia Cuevas Morales (Chile), Yolanda Arroyo Pizarro (Puerto Rico), Karina Vergara Sánchez (México), Regina José Galindo (Guatemala), Flor Codagnone (Argentina), Jhoana […]

A intenção inicial deste espaço era apresentar a um público mais amplo um conjunto bastante variado e diverso de intelectuais, especialmente aqueles envolvidos na atividade da crítica literária em suas múltiplas facetas (do rodapé na imprensa à institucionalização universitária).  O único pressuposto intransponível é nossa fronteira espacial: o espaço latino-americano. Esta é uma opção não somente territorial, mas também, e sobretudo, política e epistemológica. Na prática, isso tem se tornado um grande desafio. Há um punhado de críticos já canonizados no espaço público da América Latina, seja pela densidade de suas obras, seja pela circulação de suas ideias em ambientes não somente nacionais, mas continentais, chegando à Europa e aos EUA. Nomes como o próprio Antonio Candido, que foi tema […]

Pedro Henríquez Ureña

Pedro Henríquez Ureña nasceu em Santo Domingo, na República Dominicana, em 1884. Importante filólogo, filósofo, ensaísta, escritor e crítico literário, é autor de obras como Horas de estudio (1910), Nacimiento de Dionisios (1916), En la orilla: mi España (1922) e La utopía de América (1925), dentre outras. Circulou entre México, Cuba, Estados Unidos da América e Argentina, local onde faleceu em 1946. Viveu quase sempre sob o signo do exílio, do desenraizamento nacional e do deslocamento espacial. A despeito dos prejuízos à vida, foi esta condição de viajante que o possibilitou construir um olhar pautado em pontos de observação móveis, não reificados e não cristalizados, capazes de enxergar a cultura latino-americana a partir de uma ampla variedade de prismas e perspectivas. Em geral, […]

Antonio Candido

Estava eu em Belo Horizonte, Minas Gerais, para participar do VI Encontro de Pesquisa em História (EPHIS), quando recebi a notícia: havia morrido Antonio Candido de Mello e Souza, consagrado intelectual brasileiro. 12 de maio. Salvo engano, uma fatídica sexta-feira. Perto de completar 100 anos, faleceu repentinamente no hospital. A repercussão foi grande, com noticiários em jornais, rádios, programas de televisão, nos mais diversos veículos de comunicação. Os textos sobre ele variavam: dos mais sentimentais e emotivos, passando pelos sisudos e distanciados, chegando até os apaixonados e absolutamente devotos. Chamou-me a atenção o fato de que todos aqueles que se dedicaram por algum tempo a escrever sobre Candido consideravam-no intérprete, historiador, sociólogo e/ou crítico literário das coisas do Brasil. Ideias […]