Janeiro vermelho encerra com luta

A batalha agora, com o início do ano legislativo, será ainda mais intensa, pois as bancadas do boi e da bala virão com força total, aliadas ainda a bancada da bíblia.

janeiro vermelho

O movimento indígena brasileiro realizou durante todo o mês de janeiro uma série de atividades chamada de “janeiro vermelho” na campanha “Sangue Indígena, nenhuma gota a mais”. Tudo isso em função dos ataques que os povos originários vêm sofrendo por parte do governo que já no primeiro dia do ano, tão logo foi empossado, colocou de cabeça para o ar toda a estrutura que cuida dos indígenas no Brasil. Já no final da tarde do dia primeiro o Diário Oficial divulgava uma reestruturação administrativa, a qual passava para o Ministério da Agricultura a responsabilidade pelo  processo de demarcação de terras que até então estava no âmbito da Justiça. “Esse é um ministério que tem compromisso com o agronegócio, e o […]

Situação das mulheres indígenas no Brasil

A violação aos seus direitos humanos as tem conduzido às mãos de homens corruptos que as seduzem por um prato de comida, por programas, promessas eventuais que confundem o universo feminino, pois tais mulheres têm origem numa cosmovisão, valores, tradições totalmente diferentes do mundo urbano, envolvente e masculino.

Mulheres indigenas no Brasil

Estávamos tod@s lá em 1988, no Congresso Nacional, pintadas como se fôssemos para a guerra. Passávamos pelos corredores, e vozes ecoavam e palmas batiam estridentes. Várias formas de bocas, dentes e sorrisos dirigiam-se a nós. Mulheres indígenas! Estávamos felizes porque construíamos a Constituinte de 1988, no Brasil. Nossos olhares ao futuro eram esperançosos para que nossos filhos e netos kaiapós, guaranis, Tikunas, Potiguaras, Terenas, Krenaks, Pataxós, e de muitas outras nações indígenas pudessem ter seus direitos humanos assegurados naquela Constituição tão bem redigida e uma das mais avançadas do mundo! Éramos estrelas naquele momento!

Como se proteger de um antropólogo

Um código de ética a partir da base

Eu trago hoje, um texto que não é meu. Como eu fiz, um par de anos atrás ao trazer um texto da Kerexu sobre o 7 de setembro, eu trago agora uma tradução de um texto de Maximilian Forte sobre os cuidados que indígenas (e não apenas eles!) devem ter com todo tipo de antropólogos que os procurarem. A inspiração pela disseminação da tradução é antiga, mas cresceu após ler o último texto de Elaine Tavares, aqui na IS sobre os interesses que o Estado tem nas terras tradicionais indígenas e para nos lembrar que o diabo descerá à terra na semana que vem. Elaine Tavares também já havia mencionado a Kerexu aqui na IS ao comentar os absurdos que ocorrem […]

A volta dos espelhinhos

Todo indígena que já sentiu a crueldade do homem branco, que é na verdade o representante do sistema que explora e exclui, sabe muito bem que esse é um sistema que não tem lugar para ele.

hatuey

Quando os europeus chegaram às margens desse mundo que depois se chamou América encontraram um povo alegre, bonito, hospitaleiro, tendo cada um deles uma forma específica de produção da vida. Tanto os aruak, na ilha de Dominica, quanto os Pataxó na Bahia viram chegar as naves do mar e esperaram na praia, olhar atento e em paz. Tanto que basta ler as cartas de Colombo ou de Pero Vaz de Caminha e ali tudo está muito bem narrado. Os estranhos homens barbudos foram recebidos sem qualquer temor. Os indígenas trocaram presentes, entraram nos navios, tocaram as roupas bizarras e se encantaram com as diferenças. Mas, em vez de viver o encontro e conhecer as pessoas que lhes ofereciam guarida, os […]

Um mundo em pedaços, mas que caminha!

O que está em curso é justamente mais uma etapa da acumulação primitiva do capital e significa o sacrifício de mais vítimas ao deus dinheiro.

Fazendas no brasil

Darcy Ribeiro já mostrou, através de seus inúmeros livros, que é a fazenda que dá início à sociedade brasileira. E a fazenda é coisa que se fez e se consolidou única e exclusivamente por conta da escravidão. Primeiro com a escravidão dos indígenas e, depois, a dos negros. Os brancos, invasores, não queriam saber de trabalho. Matavam os índios, ocupavam as terras, cultivavam com as técnicas mais rudimentares, esgotavam o solo e partiam para outra fazenda. A imensidão do “mundo novo” parecia não ter fim. A lógica da fazenda criada nas américas era o nascedouro do sistema capitalista, pois tinha uma organização empresarial que integrava a mão-de-obra numa única unidade operativa destinada a produção para o grande mercado, sob o […]

Parentes

Parente é um conceito interessante

Breve reflexão sobre a variedade de percepção do uso sobre quem é, e como nos identificamos com os parentes.