7 de setembro O dia que os colonizadores comemoram o dia do massacre e da retirada de toda nossas terras.

Neste 7 de setembro, eu trago um breve pensamento da Guarani Eunice Antunes (Kerexu Yxapyry), ex-cacica da Terra Indígena Morro dos Cavalos, localizada no sul do território brasileiro. O pensamento é bastante sintomático das reflexões que podem ser tecidas acerca do Dia da independência, “comemorado”, neste 7 de setembro no Brasil. 07 de setembro O …

O sete de setembro A liberdade não é uma palavra escrita na parede. Ela é uma práxis, coletiva e comunitária.

O Brasil foi o último país da América do Sul a se independizar da metrópole colonial. E enquanto os demais países tiveram de travar duras batalhas contra a Espanha, aqui nessas terras de invasão portuguesa tudo aconteceu de maneira negociada, coisa de pai para filho. Não que não tivesse havido luta. Elas aconteceram, de maneira …

Arte decolonial. Pra começar a falar do assunto ou: aprendendo a andar pra dançar A categoria colonialidade e a proposta decolonial têm aberto a possibilidade de reconstrução de histórias silenciadas, subjetividades reprimidas, linguagens e conhecimentos subalternizados pela ideia de totalidade definida pela racionalidade moderna.

Na década de 1970 formava-se no sul asiático o Grupo de Estudos Subalternos, cujo principal projeto era analisar criticamente a historiografia da Índia feita por ocidentais europeus e também a historiografia eurocêntrica produzida pelas/os próprias/os indianas/os. Segundo apresenta Florencia Mallon (2010), Ranajit Guha, historiador indiano, definiu o subalterno amplamente como qualquer subordinado “em termos de …

O modelo de “controle cultural” para o estudo das “antropologias secundárias”. Uma proposta

Se não se seguir a historiografia tradicional da antropologia, que costuma apresentar o desenvolvimento da disciplina como uma sequência de propostas paradigmáticas, no que se compreende como a história da antropologia podem se distinguir duas grandes fases:

A primeira fase é o surgimento da ciência antropológica no século XIX no atlântico norte e a sua consolidação como “antropologia clássica” durante a primeira metade do século XX, com seus debates teóricos e metodológicos, e com o seu impressionante acervo de estudos sobre culturas espalhadas por todo o mundo. Estudos que incluíam, por se dizer, culturas indígenas e subculturas rurais e de artesãos, culturas populares, ou “não urbanas”, assim como formações culturais do passado (“história cultural”, geograficamente próximos, temporalmente distantes) nos mesmos países originários da antropologia.

Des/colonização nas periferias iberoamericanas: o poli olhar

Os múltiplos olhares de sobrevôo possíveis na abordagem do tema motivador da presente edição, “Des/Colonização, Iberoamérica e o despertar da periferia”, revelam a complexidade de nossos modos de ser como participantes da história humana na diáspora iberoamericana. Com o intuito de apurar o foco desta provocação, compreendendo por iberoamericanos a comunidade dos falantes herdeiros da …

O desafio do intercultural: refletir – criar – resistir diante das relações entre colonialidade, culturas, política e saber

A partir de uma revisão bibliográfica sobre os conceitos de colonialidade do saber e do poder e sobre o potencial dialógico da proposta intercultural, o ensaio apresenta filmes, músicas, poesias e arquétipos que dialogam com esses conceitos. O objetivo é observar como as obras artísticas analisadas se posicionaram politicamente diante dos processos sociais e culturais de subalternização, opressão ou deslegitimação das diferenças.