Estudos de evolução humana na USP estão ameaçados de extinção

É com profunda tristeza que recebo nos últimos dias uma série de e-mails de colegas informando sobre a real possibilidade de encerramento do mais representativo laboratório de arqueologia do Brasil, e o mais próximo que a ciência brasileira permite chegar à antropologia biológica. A antropologia brasileira, de modo geral, não aceita a presença de componentes biológicas em seus estudos [1], notadamente quando estes carregam o nome de antropologia biológica, evolutiva ou física. Mesmo a antropologia médica, é distorcida e reduzida a uma faceta pouco representativa do original, aqui renomeada como “antropologia da saúde”. A arqueologia brasileira, e em alguns casos determinadas áreas da medicina ou a genética evolutiva, é que abrem um mínimo espaço para o mais próximo que seria […]