Devemos manter fronteiras geográficas, epistêmicas, políticas e culturais com a África?

O que se entende e defende por Iberoamerica é um belo pedaço de construção imagética, que é resquício direto de tempos passados, coloniais e imperiais.

O conjunto de reflexões que proponho aqui busca recuperar breves debates que em outros momentos deve nos ter passado em frente aos olhos, mas sem ter sido realmente visto ou até problematizado de maneiras mais pormenorizadas. Pergunto agora de modo explícito se é possível ou pertinente construir ou manter uma definição qualquer de Iberoamerica que ignore as nossas raízes e as relações com povos, territórios e modos de pensar e viver assim chamados… Africanos? Especialmente em um momento onde alardeamos a revisão de limites, fronteiras e distanciamentos que nos são impostos. Os países e territórios que compõem a chamada Iberoamerica são atualmente em número de vinte e dois1Em ordem alfabética: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba,  Espanha, Equador, […]