ONU reconhece Maduro como presidente legítimo da Venezuela

Nicolás Maduro foi eleito em um pleito livre, legítimo e monitorado por olheiros internacionais. 

A guerra econômica e ideológica contra a Venezuela segue sem parada. Boicotes comerciais, roubo descarado de dinheiro nos bancos internacionais, sanções e campanhas sistemáticas da mídia internacional contra o governo são parte do pacote. O ataque é tão surreal que muitos países – 60 para ser exata – chegam a reconhecer a marionete Juan Guaidó como presidente do país, uma vez que os Estados Unidos o ungiu e tem garantido seu financiamento a partir do roubo das divisas venezuelanas. É um escárnio ao direito internacional, já que Nicolás Maduro foi eleito em um pleito livre, legítimo e monitorado por olheiros internacionais.

Na última segunda-feira, pasmem, a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu colocar em votação as credenciais do governo de Nicolás Maduro, para que os membros decidissem se elas seriam reconhecidas ou não. Ora, isso não têm sentido algum visto que a ONU reconhece – e sempre reconheceu – mesmo as ditaduras mais perversas. Que motivos teria então para não reconhecer Maduro? Unicamente o desejo dos Estados Unidos.

Mas, para surpresa geral, o tiro saiu pela culatra. Dos 193 países membros, 177 votaram por reconhecer Nicolás Maduro como legítimo representante da República Bolivariana da Venezuela, dando fim a sandice – orquestrada pelos EUA – de Juan Guaidó. Ainda que a ONU não tenha qualquer credibilidade, pelo menos as pessoas que são capazes de conhecer a realidade, simbolicamente a decisão é muito importante, porque pode colocar fim a sangria de recursos que vem sendo feita pelo auto-proclamado presidente títere.

Sempre é bom lembrar que Juan Guaidó se auto-intitulou presidente da Venezuela quando ocupava a presidência da Assembleia Nacional, em janeiro de 2019, sendo imediatamente reconhecido pelos Estados Unidos que então lutava para derrubar Maduro a qualquer custo. A façanha de Guaidó permitiu que ele fosse recebido em vários países  – sempre sob a chancela dos EUA – orquestrando o boicote ao povo venezuelano e causando imensos danos a nação bolivariana. Mesmo depois das eleições, quando ele já não era mais presidente da Assembleia Nacional, seguiu sustentando a infâmia, coisa que faz até hoje, ainda que agora bastante enfraquecido.

A decisão da oposição venezuelana em participar adas eleições gerais desse ano colocou outra vez no jogo a direita golpista que até então protestava não apresentando candidatos, preferindo apostar na violência e no boicote comercial. E, entre suas lideranças, poucos são os que ainda aprovam a ação de Guaidó.

Agora, com a decisão da ONU, o governo de Nicolás Maduro se fortalece internacionalmente, sendo que apenas 16 países decidiram acompanhar os Estados Unidos. A farsa Juan Guaidó vai se desfazendo porque não há mentira que dure para sempre. Ainda assim, há um longo caminho para a Venezuela no sentido de recuperar tudo o que foi – e continua sendo – roubado, tanto por Guaidó como pelos bancos internacionais. Nunca é demais lembrar que é justamente esse roubo que tem impedido o governo Venezuelano de garantir comida e medicamentos ao seu povo, principalmente nesse trágico período de pandemia, portanto, toda dor e sofrimento que vive a população com a falta de produtos básicos têm como responsável a ação criminosa dos Estados Unidos e seus aliados locais.

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Jornalista e Diretora de comunicação do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade Federal de Santa Catarina.

Educadora popular.

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