la tierra es de quien planta

latitudes latinas

la tierra es de quien planta06/08/2016


pela terra passamos, plantamos, somos o que somos. pela terra passamos, da terra vivemos, de terra somos e à terra voltamos. pela terra se matam corpos, plantas, bichos, culturas. pela terra nos matam. mas, sementes que somos, voltamos à vida. pelo dia da luta contra a violência no campo, pelas resistências todas, pelas trabalhadoras, pelos trabalhadores, batalhadorxs de diferentes campos, uma trilha sonora pra seguirmos juntxs.

mercação

ganhadeiras de itapuã CD as ganhadeiras de itapuã

e olhe o amendoim torrado
e olhe o amendoim
côco verde, côco mole
itapuã, são salvador
vem comprar iô iô
vem comprar iá iá
olhe o côco iô iô
lelê com lê, lelê com lê, lelê com lalá
ô freguesa venha cá
o côco vou ralar
vou fazer minha cocada
vou pra feira pra mercar
já ralei o côco
vou ralar, minha cocada, vou mercar
vem benzer freguesa
cocadinha preta tá na hora tá

história das ganhadeiras

ganhadeiras de itapuã CD as ganhadeiras de itapuã

xaréu, robalo, guaricema, peixe-galo
sardinha, pititinga, preta maria, chegou
mangaba, cambuí, araçá
cajá-umbu, caju, manéveio
nicuri, côco verde, gajirú

a brasa abraça a madeira
a chama vem clarear
estórias a noite inteira
pra ver o dia raiar

galo cantou, pé na estrada pra amanhecer
na beirada do rio vem ver maria
esperando a maré baixar

no cheiro da aroeira
a sombra pra descansar
história das ganhadeiras
que nós viemos contar

xaréu, robalo, guaricema, peixe-galo
sardinha, pititinga, preta maria, chegou
mangaba,. cambuí, araçá
cajá-umbu, caju, manéveio
nicuri, côco verde, gajirú

sou lavrador

cia cabelo de maria CD cantos de trabalho 

de tierra fértil

alterlatina CD fecunda 

pescador galapagueno

hector napolitano y son de galapagos II CD el refrito 

el encarguito

guillermo anderson CD llevarte al mar

ya que escribiste de norte y te hacen falta muchas cosas
hay te mando un encarguito cortesía de doña Rosa
ojalá pase la aduana y la compartas con mis tíos
y que al probarlas se olviden por un ratito del frío.

te van los nacatamales, te va un chicharrón con yuca
una olla de curiles, tajaditas y montucas
te mando un chinamito, un atol y seis baleadas
te va un tapado olanchano y sopa de capirotadas.

y ojalá pase en la aduana y que no anden con papadas
y ojalá pase en la aduana y que no anden con papadas
te mando unos platanitos y dos libras de cuajada
te mando unos platanitos y dos libras de cuajada.

bolsitas con chipilín y unas hojas de pacaya
te mando una flor de izote y un chilito que malaya
te va una sopa de jute, con ayote y con juniapa
empanadas de loroco y de chascada un vino de papa.

y ojalá pase en la aduana y que no anden con papadas
y ojalá pase en la aduana y que no anden con papadas
te mando unos platanitos y dos libras de cuajada
te mando unos platanitos y dos libras de cuajada

un atol chuco y mistela, pan de yema y pan de rosa
cocadas y colaciones chiricoyas y melcochas
dulce de tapa y cachaza, mil confites coloridos
totopostes y semitas, leche de burra y batidos.

y ojalá pase en la aduana y que no anden con papadas
y ojalá pase en la aduana y que no anden con papadas
te mando unos platanitos y dos libras de cuajada
te mando unos platanitos y dos libras de cuajada.

va el postre…
te mando un arroz con leche, alborotos y espumillas
una bolsa de alcitrones, tustacas y quesadillas
ayote en miel y torrejas, ojuelas y rapadura
panelas y zapotillos, tabletas y masgadura.

y ojalá pase en la aduana y que no anden con papadas
y ojalá pase en la aduana y que no anden con papadas
te mando unos platanitos y dos libras de cuajada
te mando unos platanitos y dos libras de cuajada.

pescao envenenao

chocquibtown (feat. la 33) CD somos pacífico

atención rumberos y rumberas, aquí les
llega un funky bugalú
con la participación especial de chocquib town y la 33
para que lo goces de aquí hasta cafarnaún
¡eso es lo que hay!

yo no me como ese pescao así sea del
chocó
ese pescao envenenao ése no lo como yo
mucho ojo mi gente que quieren envenenarte la cabeza
con pescao malo en la mesa
pero eso a mí no me estresa
ojo mucho ojo que el tráfico de influencias
de gente que sin decencia
quieren verte en decadencia

porque la envidia es mala
la gente sale con vainas raras ¡eh!
problemas traen balas
la próxima vez te doy en la cara
por darme tu pescao envenenao te llevo en
la mala
saca las manos de mi bolsillo, no me vas
a tumbar
con ese cuento tan raro no me vas a robar
a otro perro con ese hueso, te rompo la
boca y allí no ponen yeso
¿dices que produces más que quien? ¿Que
el mejor?
sabiendo que lo que te doy es puro sabor
si algún día te llame sonero
hoy eres peor que político embustero
¡toma!

yo no me como ese pescao así sea del
chocó
ese pescao envenenao ése no lo como yo

no me gusta tu tumbao, mucho menos tu
pescao
a mí no me lo des que ya te tengo pillao
cada cuatro años se ve venta de bacalao
menos mal que mantengo los bolsillos
apretaos

el fanatismo!!
no deja ver por encima del
ocultismo
manejan los políticos y se llevan a los
mismos
pelaos, ¿qué hacen en esa estera?
no coman el pescao que les quieren dar la pela

¡bidi bidi, dududen dududem!
estás cerca de mí y no me quieres ¡qué
bien!
me quieres ver pasando al otro lado
por eso es que me das tu pescao envenenado
¡ja ja! ¡qué risa me da!
primero caes vos antes de que me puedas
tocar
toma un consejo para la posteridad
vete de aquí mala energía y no vuelvas
más
pescaoo envenenaoo, pescaoo envenenaoo

território ancestral

poema da atriz, cantora, ativista e poeta márcia wayna kambeba lido por ela mesma 

reis do agronegócio

chico césar cd estado de poesia

ó donos do agrobiz, ó reis do agronegócio
ó produtores de alimento com veneno
vocês que aumentam todo ano sua posse
e que poluem cada palmo de terreno
e que possuem cada qual um latifúndio
e que destratam e destroem o ambiente
de cada mente de vocês olhei no fundo
e vi o quanto cada um, no fundo, mente
vocês desterram povaréus ao léu que erram
e não empregam tanta gente como pregam
vocês não matam nem a fome que há na terra
nem alimentam tanto a gente como alegam
é o pequeno produtor que nos provê e os
seus deputados não protegem, como dizem
outra mentira de vocês, pinóquios véios
vocês já viram como tá o seu nariz, hem?
vocês me dizem que o brasil não desenvolve
sem o agrebiz feroz, desenvolvimentista
mas até hoje na verdade nunca houve
um desenvolvimento tão destrutivista
é o que diz aquele que vocês não ouvem
o cientista, essa voz, a da ciência
tampouco a voz da consciência os comove
vocês só ouvem algo por conveniência
para vocês, que emitem montes de dióxido
para vocês, que têm um gênio neurastênico
pobre tem mais é que comer com agrotóxico
povo tem mais é que comer se tem transgênico
é o que acha, é o que disse um certo dia
miss motosserrainha do desmatamento
já o que acho é que vocês é que deviam
diariamente só comer seu “alimento”
vocês se elegem e legislam, feito cínicos
em causa própria ou de empresa coligada
o frigo, a múlti de transgene e agentes químicos
que bancam cada deputado da bancada
té comunista cai no lobby antiecológico
do ruralista cujo clã é um grande clube
inclui até quem é racista e homofóbico
vocês abafam, mas tá tudo no youtube
vocês que enxotam o que luta por justiça
vocês que oprimem quem produz e que preserva
vocês que pilham, assediam e cobiçam
a terra indígena, o quilombo e a reserva
vocês que podam e que fodem e que ferram
quem represente pela frente uma barreira
seja o posseiro, o seringueiro ou o sem-terra
o extrativista, o ambientalista ou a freira
vocês que criam, matam cruelmente bois
cujas carcaças formam um enorme lixo
vocês que exterminam peixes, caracóis
sapos e pássaros e abelhas do seu nicho
e que rebaixam planta, bicho e outros entes
e acham pobre, preto e índio “tudo” chucro
por que dispensam tal desprezo a um vivente?
por que só prezam e só pensam no seu lucro?
eu vejo a liberdade dada aos que se põem
além da lei, na lista do trabalho escravo
e a anistia concedida aos que destroem
o verde, a vida, sem morrer com um centavo
com dor eu vejo cenas de horror tão fortes
tal como eu vejo com amor a fonte linda
e além do monte o pôr-do-sol porque por sorte
vocês não destruíram o horizonte… ainda
seu avião derrama a chuva de veneno
na plantação e causa a náusea violenta
e a intoxicação “né” adultos e pequenos
na mãe que contamina o filho que amamenta
provoca aborto e suicídio o inseticida
mas na mansão o fato não sensibiliza
vocês já não tão nem aí co’aquelas vidas
vejam como é que o ogrobiz desumaniza
desmata minas, a amazônia, mato grosso
infecta solo, rio, ar, lençol freático
consome, mais do que qualquer outro negócio
um quatrilhão de litros d’água, o que é dramático
por tanto mal, do qual vocês não se redimem
por tal excesso que só leva à escassez
por essa seca, essa crise, esse crime
não há maiores responsáveis que vocês
eu vejo o campo de vocês ficar infértil
num tempo um tanto longe ainda, mas não muito
e eu vejo a terra de vocês restar estéril
num tempo cada vez mais perto, e lhes pergunto
o que será que os seus filhos acharão de
vocês diante de um legado tão nefasto
vocês que fazem das fazendas hoje um grande
deserto verde só de soja, cana ou pasto?
pelos milhares que ontem foram e amanhã serão
mortos pelo grão-negócio de vocês
pelos milhares dessas vítimas de câncer
de fome e sede, e fogo e bala, e de avcs
saibam vocês, que ganham “cum” negócio desse
muitos milhões, enquanto perdem sua alma
que a mim não faria falta se vocês morressem
saibam que não me causaria nenhum trauma

que a mim não faria falta se vocês morressem
talvez enfim a terra assim encontrasse calma

que a mim não faria falta se vocês morressem
saibam vocês que não me causaria nenhum trauma

que a mim não faria falta se vocês morressem
talvez assim a terra enfim encontrasse calma

ó donos do agrobiz, ó reis do agronegócio
ó produtores de alimento com veneno

fruto real

hector buitrago, andrea echeverri e fernanda takai CD conector

fruto real, chile de alta vibración
la quemazón, en mi vida la sazón
pique febril, el fuego dentro del dragón
cáustico ardor, un rojo chapulín

medicación
poténciame la visión hasta llorar
un shot de libertad
autopicarse es ortigar la realidad
viril poción, moctezuma se vengó

fruto real
chili de alta vibração
a queimação
dessa vida o sabor
pique febril
fogo de um dragão
cáustico ardor
um vermelho amor

medicación
poténciame la visión hasta llorar
un shot de libertad
autopicarse es ortigar la realidad
viril poción, moctezuma se vengó

um vermelho amor.

bandidos rurales

león gieco CD bandidos rurales

nacido en santa fe en 1894,
cerca de cañada, de inmigrantes italianos
juan bautista lo llamaron, de apellido vairoletto
bailarín sagaz, desafiante y mujeriego
winchester en el recado, dos armas cortas también,
un cuchillo atrás y un caballo alazán
raya al medio con pañuelo, tatuaje en la piel,
quedó fuera de la ley, quedó fuera de la ley
se enamoró de la mujer que pretendía un policía
lo golpeó, lo puso preso un tal farach elías
”andate de castex” le dijo, “aquí tenemos leyes”
corría el año 1919
antes de irse, fue al boliche a verlo al fulano
con un 450 belga, revólver en mano
le agujereó el cuello y lo dejó tirado ahí
ahora sí fuera de la ley, ahora sí fuera de la ley
bandidos rurales, difícil de atraparles
jinetes rebeldes por vientos salvajes
bandidos rurales, difícil de atraparles
igual que alambrar estrellas en tierra de nadie
por el mismo tiempo hubo otro bandolero
por hurtos y vagancia, 19 veces preso
al penal de resistencia lo extradita el paraguay
allí conoce a zamacola y rossi por el 26
1897 en monteros, tucumán,
el día 3 de marzo lo dan por bien nacido
segundo david peralta, alias mate cocido,
también fuera de la ley, también fuera de la ley
entre campo largo y pampa del infierno
el pagador de bunge y born le da 6000 por no ser muerto
gran asalto al tren del chaco, monte de saenz peña,
anderson y clayton firma algodonera
45.000 a dreyfus le sacaron sin violencia
el gerente ward de quebrachales 13.000 le entrega
secuestró a negroni, garbarini y berzon
resistió fuera de la ley, resistió fuera de la ley

vairoletto cae en colonia san pedro de atuel,
el ultimo balazo se lo pega él
vicente gascón, gallego de 62,
con su vida en pico pagó aquella traición
sol, arena y soledad, cementerio de alvear,
en su tumba hay flores, velas y placas de metal
el ultimo romántico lo llora telma, su mujer,
muere fuera de la ley, muere fuera de la ley
no sabrán de mí, no entregaré mi cuerpo herido,
quitilipi, machagai, ¿donde está mate cocido?
corría el 36 y lo quieren vivo o muerto
2.000 de recompensa, se callan los hacheros
logró romper el cerco de solveyra, un torturador
de gendarmería que tenía información
herminia y ramona dudan que lo hayan matado
a este fuera de la ley, a este fuera de la ley

en un lugar neutral, creo que por buenos aires,
se conocen dos hermanos de este barro, de esta sangre,
dejan un pedazo del pasado aquí sellado
y deciden golpear al que se roba el quebrachal
por eso las dos bandas cerquita de cote lai
mataron a un tal mieres, mayordomo de la forestal
se rompió el silencio en balas, robo que no pudo ser
dos fuera de la ley, los dos fuera de la ley
martina chapanay, bandolera de san juan,
juan cuello, juan moreira, gato moro y brunel,
el tigre de quequén, guayama y bazan frías,
barrientos y velázquez, calandria y cubillas,
gaucho gil, josé dolores, gaucho lega y alarcón,
bandidos populares de leyenda y corazón
queridos por anarcos, pobres y pupilas de burdel
todos fuera de la ley, todos fuera de la ley

semillas

macaco & lila downs

soy semilla, I’m a seed
soy semilla, I’m a seed
soy semilla, I’m a seed
soy semilla

carne adulterada, plastificada
fruta atintada, con sabor a nada bien hinchada
la bruma de la noche, es gas por la mañana
la primavera se confunde, el invierno engaña

el calor de enero, no abriga nada el alma
olores envasados, flores al siquiatra
el gato no maúlla, el bosque se calla
el perro clonado que no ladra

la luna duerme inquieta, la tierra violada
exilio al campesino, la huella vacía que todo lo mata
la cola entre las piernas, la planta tumbada
la abeja suicida con miel en las alas

fábricas de hielo, paisajes al destierro
cuando la muerte venga a visitarme
no habrá tierra donde enterrarme
no…

ven, semilla de tierra sálvame y ven
santa alegría para nuestra flor
ven, semilla de vida sálvame y ven
no más semillas vacías

del santo del dolor
del santo del dolor
del santo del dolor

soy semilla, I’m a seed
soy semilla

flores que se clavan en floreros
campos sin agujeros, el pan sin cada día
las verdades en los huesos, abrochen cinturones
turbulencias en los cuerpos

la duda no existe en su cuaderno que vuelo
insomnio del respeto, el miedo entre sus manos
la puesta al sol, ellos la han ganado
la manzana no se pudre, estaciones de diez meses

sin grados en diciembre, la piel de la tierra escuece
ácido en el suelo, el aire sabe a fuego
cuando la muerte venga a visitarme
no habrá tierra, donde enterrarme, no.

ven, semilla de vida sálvame y ven
santa alegría para nuestra flor
ven, semilla de vida sálvame y ven
no más semillas vacías del santo del dolor

del santo del dolor
del santo del dolor
del santo del dolor

ven semilla…

Fonte: http://latitudeslatinas.com/la-tierra-es-de-quien-planta/