Juventudes do Cerrado brasileiro na construção de territórios livres

A construção de novos rumos para o Cerrado brasileiro encontra nas juventudes a sua manutenção e força para que os saberes da terra sejam tidos como herança.

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O Cerrado é fonte de juventudes que esperançam futuros possíveis. A busca por direitos se soma à luta para romper desafios que impedem os jovens, não só de terem o direito ao Cerrado, mas de poderem ocupar o campo como um lugar de existência. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 6,5 milhões de jovens, entre 18 e 32 anos, vivem na zona rural.

Um processo, a partir dos povos e comunidades tradicionais, marcado pelos enfrentamentos aos projetos de destruição do bioma. O que impacta na expulsão jovens, de seus sonhos construídos na permanência e sustentação da terra-território. Em especial, para o bem viver das mulheres, que formam redes de apoio contra a violência, realizam estratégias de geração de renda e promovem a autoestima a partir da conexão com a história de sua comunidade. O diálogo de saberes e o acolhimento da diversidade das juventudes são aspectos que asseguram a vida, a continuidade dos saberes e a pluralidade de mundos.

“Eu só peço respeito para nós, mulheres cerradeiras”, reivindica. “Peço respeito à nossa diversidade, aos nossos limites, às nossas capacidades e que nenhuma de nós possa mais morrer”, acentua Emília Costa, quilombola da comunidade Santo Antônio do Costa, região do médio Mearim no centro do Maranhão, localizada em áreas de encontro do Cerrado com a Floresta Amazônica.

Emília luta pela permanência no Cerrado e pelo bem viver digno dos povos. Foto: Ludmila Almeida.

Com apenas 28 anos, Emília já é articuladora da Teia dos Povos e da Campanha em Defesa do Cerrado. É uma liderança apoiada pelo Fundo Baobá do Programa de Aceleração do Desenvolvimento de Lideranças Femininas Negras: Marielle Franco. Integra o Movimento Quilombola no Maranhão (MOQUIBOM) e o grupo de Mulheres Guerreiras da Resistência, um espaço em que as mulheres falam de si mesmas, promovem formação para combater a estrutura patriarcal, machista, e conhecer umas às outras.

Segundo a liderança, também nessa luta pela permanência não só do território, mas também no território, a juventude, o futuro dos povos, acaba recebendo muita influência externa, especialmente pelos discursos da mídia.

Pensando nisso, realizam um trabalho com rodas de conversa utilizando como metodologia o ato de dialogar com os anciões, para ouvir a história do Quilombo, visitar espaços sagrados, participar de oficinas de tambor para aprender dançar e tocar. Isso contribui na continuidade das tradições e na força da trajetória de cada jovem.

A história de luta de suas ancestrais motiva e inspira Emília nesse processo de vivência em um território disputado pelo agronegócio. Além disso, se orgulha de sua identidade, do entendimento de si e de sua história, isso a ajuda a não cair nas armadilhas que inferiorizam as mulheres e os povos quilombolas. “A gente é um acúmulo de várias outras mulheres. A gente vai sobrevivendo nesse contexto para ficar viva, resistindo, libertando as outras, nos libertando”.

Mulheres Guerreiras da Resistência e seus artesanatos: Foto: Arquivo Pessoal.
Nossos passos vêm de longe. Fortalecemos a nossa resistência também valorizando os saberes das nossas ancestralidades, usando-os para inspirar as lutas que virão. Nesse sentido, somos sujeitos políticos que querem ser ouvidos pelos movimentos e organizações sociais como uma força política consciente de que projeto de Cerrado brasileiro queremos construir, e que estamos construindo.
Anuncia a carta do I Encontro Nacional das Juventudes do Cerrado.

 

Na região do médio Mearim, no Maranhão, as mulheres agroextrativistas, quebradeiras de coco babaçu, sobrevivem dessa atividade, uma garantia de renda. No entanto, o avanço do agronegócio ameaça a vida do Cerrado e das mulheres. “A destruição do Cerrado é a destruição para as mulheres. Porque onde é que elas vão produzir? E sem contar que quando não tem água, quem sofre nas comunidades tradicionais? Você pode ter certeza que para buscar água são as mulheres, elas que vão ter que encontrar água”, conta a jovem liderança.

grupo de Mulheres Guerreiras da Resistência constrói formas de valorização da cultura cerradeira, um cuidado que começa entre elas e se expande na confecção de produtos que fornecem autonomia financeira. “Primeiro a gente começou a fazer rodas de conversa para conversar um pouco sobre a gente, sobre as nossas dores e iniciar um processo de cura, uma rede de cuidado”, conta Emília.

Após esse período de compartilhamento, as mulheres se tornaram mais fortes sobre si mesmas. “A gente vai trabalhar agora algum tipo de produção que elas têm em seus territórios. Aí tem território que as mulheres trabalham com artesanato, tem território que as mulheres trabalham na construção de um alguidar, de vasos, de crochê, de boneca. A gente se reúne através desses espaços para sempre ter um meio de vida”.

Proteger o território é também proteger as encantarias

A liderança quilombola, Emília Costa, vive na região que mais desmatou nos últimos 20 anos face aos 500 anos anteriores. Foram 12,23 milhões de hectares entre 2000 e 2019 diante dos 10,75 milhões de hectares antes de 2000, de acordo com dados do PRODES Cerrado do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Considerada uma das mais importantes fronteiras agrícolas do país, o MATOPIBA foi um Plano de Desenvolvimento Agrícola (PDA) construído nas terras de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, e tem extensão de 73 milhões de hectares. Esse plano foi decretado em 2015 e, após muitas reivindicações de movimentos sociais e moradores da região, foi revogado em 2020.

No entanto, isso não barrou os efeitos da devastação de recursos naturais milenares que empobreceram o solo, provocou secas, contaminou as águas e atingiu a vida de quase 6 milhões de pessoas segundo o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o relatório  “Custos Ambientais e Humanos do Negócio de Terras” (2018), entre os anos de 2000 e 2014, as áreas de cultivo de soja e cana-de-açúcar na região do MATOPIBA cresceram 253% e 379%, respectivamente. E a área de cultivo de soja aumentou de 1 milhão para 3,4 milhões de hectares. Devastação que é financiada por empresas internacionais e que não traz retorno para a região.

Para nós são os encantados, mas, para muitos, é orixás e dão outros nomes. Defendemos o território para a encantaria também defender o território. Defendendo o território, estamos defendendo a espiritualidade, e a espiritualidade também nos ajuda nessa defesa, nos protegendo.

Ainda segundo o levantamento, o plano é marcado pela pobreza, desigualdade social e concentração de terras, no que diz respeito à agricultura. Do total de estabelecimentos, 80% são classificados como muito pobres, 14% são pobres, 5,79% são de classe média e 0,42% são da classe rica. Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), entre os Estados mais conflituosos, apresentam-se: Maranhão, Pará e Bahia. Juntas, essas três unidades federativas foram responsáveis por 463 conflitos no campo, ou 36,9% do total de 1.254.

“A gente vive um processo de luta, que tem uma outra perspectiva de vida que não é o capital, que não é desenvolvimento”, afirma a quilombola.

Emília diz que no Movimento Quilombola no Maranhão (MOQUIBOM) se trabalha com comunidades que têm conflitos de todas as naturezas, ambiental, com sojeiro, com fazendeiro, madeireiro e com extração de areia. Além disso, nem sempre a intervenção de órgãos governamentais contribui para a manutenção da luta, pois querem impor um modo de ser que não faz parte da vivência histórica do povo. Um exemplo disso é o quanto o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) ainda insiste em nomear o Quilombo Santo Antônio do Costa como um assentamento e não como Quilombo, mesmo se tendo a certificação da Fundação Palmares.

A liderança ainda nos chama atenção para a diferença entre terra e território. “Terra está falando só daquele pedaço de terra. E o território tem um significado que é a vida, porque além de mim, pessoa, tem terra, tem as pessoas, têm os animais, têm as águas e tem as encantarias que protege o território. Então, o território é um espaço de vida”, afirma nos chamando atenção para a importância das espiritualidades na sustentação do modo de ser quilombola.

Bandeira do Movimento Quilombola no Maranhão. Foto: Arquivo Pessoal.

 

“Com a destruição do Cerrado uma das coisas que a gente perde bastante são as encantarias, porque elas precisam das águas e das matas para se protegerem. Esses são os espaços de moradia delas”, relata Emília sobre relação do território e dos saberes ancestrais que garantiram a chegada dos povos quilombolas aos dias de hoje.

As lembranças de quando criança, indo em cima de um jumento, junto com os avós, para os festejos da comunidade, ressalta a força da coletividade e da ancestralidade que promove alegria e reconhecimento cultural. Emília ainda diz, por exemplo, sobre as danças como o Tambor de Crioula e o Tambor de Mina, dançadas e tocadas diferentes em cada ocasião. São tradições vindas da África, uma mistura do que dançavam lá e do que criaram aqui. “O Tambor de Mina é dentro de um salão. O pessoal chama de Umbanda, Candomblé, nós chamamos de Mina”.

Estar nesse processo de luta, que contrapõe o capital, segundo a jovem liderança, é uma forma de continuar cultuando os encantados, é fazer memória, é fazer história junto ao Cerrado que nos dá uma lição de vida, mostrando que é resistente e que também tem filhos bem resistentes.

Pelo direito à vida, ao ser e estar da juventude originária

No Mato Grosso do Sul (MS), no encontro entre o Cerrado e a Mata Atlântica, a  Ação Jovens Indígenas (AJI) promove acolhimento e formação à juventude dos povos Terena, Guarani-Kaoiwá e Guarani-Ñandeva. Localizada na Reserva Indígena de Dourados, a organização nasceu em 1999 com o intuito de reunir os jovens e para que eles mesmos se mobilizassem para pautar as questões que os atingem.

Indianara Guarani Kaiowá, vice-presidente da AJI, relata que com a contribuição de uma professora da antropologia médica da Universidade de São Paulo (USP), que chega para entender o fenômeno do suicidio nas aldeias, se reforça a necessidade de ouvir a juventude, já que era um assunto no qual as pessoas conversavam apenas com os anciãos.

Indianara é vice-presidente da organização de jovens indígenas. Foto: Arquivo Pessoal.

Com a principal missão de fortalecimento da juventude, a formação ocorre mediante oficinas de vídeo, teatro, fotografia e informática. O público atendido é, em especial, jovens que estão em extrema vulnerabilidade, que tiveram os pais mortos por violência, que sofrem com problemas na escola que não consegue acolher o estudante indígena e os que já sofreram violência física, sexual e psicológica.

Atualmente cursando mestrado na faculdade de medicina da USP, a enfermeira e vice-presidente da AJI, Indianara, participa da organização desde os 12 anos.  Para ela, o espaço é um lugar de passagem para os jovens e lembra que suas irmãs também frequentaram, e hoje atuam na educação como professoras. “Todos que passaram pela AJI, 90% conseguiram manter a vivência dentro da comunidade, na saúde ou na educação. Então, a gente vê que a formação desse jovem, o acolhimento desses jovens, onde ele possa se expressar, possa se sentir importante, o ajuda muito. Porque o resultado está aí nesses 20 anos, em que grande parte dos indígenas formados são os que participaram da organização”, ressalta.

Outro ponto importante é o do Mesa Brasil nesse período de pandemia, pois a questão da insegurança alimentar é séria na comunidade. “A refeição deles do dia, era na escola de manhã, na AJI à tarde e à noite não tinha refeição em casa”, diz a enfermeira.

A insegurança alimentar, além da falta de água potável, é ocasionada por um processo histórico de descaso com os povos originários da região, que não possuem espaço territorial para a produção de sustentabilidade, a fim de acessar o cultivo da terra. “De um lado você tem a cidade, de outro lado você tem monocultura”, descreve Indianara, que já cresceu em meio à falta de acesso ao Cerrado e seus benefícios. “A partir do momento que você confina um número de população indígena em um local, você também propicia outros problemas, como a violência entre os jovens. Sem falar na violência interna e externa à comunidade”.

Reserva é cercada pelo agronegócio. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil.

Encurralados, cerca de 18 mil indígenas vivem na reserva de Dourados – MS, a mais populosa do país, com uma área de apenas 3,5 mil hectares. Resultado da falta de políticas públicas que garantam vida digna, há mais de 60 anos, o território sente os prejuízos do agronegócio e do extrativismo predatório. A chegada de madeireiras devastou a mata do Cerrado, secou os córregos na região, reduziu a terra dos povos originários e lançou esses à precariedade.

Essa destruição, conforme conta Indianara, retira a possibilidade de ser e estar no mundo pelo modo de vida Guarani Kaiowá, suas percepções e relações com a comunidade, pois a preocupação com direitos básicos e o racismo desestabilizam o direito à vida digna e tranquila.

Conforme dados do Atlas Agropecuário, MS tem 92% do seu território em terras privadas. Do total de 4% de áreas protegidas, apenas 2,2% do território corresponde a terras indígenas, diante da totalidade de 36 milhões de hectares do Estado. Além disso, o relatório do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), revela que dos 113 registros de indígenas assassinados em 2018,  quarenta eram do MS. O Estado é o segundo no ranking de suicídio entre os povos originários, nos últimos 14 anos, do total de 645 indígenas, 34 eram do MS.

O agronegócio é projeto de morte

“Acima de tudo sou quebradeira de coco”. Assim se apresenta Laís Cardoso, que vive no Cerrado Amazônico, no Bico do Papagaio em Carrasco Bonito, Tocantins. Campesina, mulher, jovem, negra, atuante no acampamento Padre Josimo, comunicadora popular e integrante do Coletivo de Juventudes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), recentemente foi aprovada nos cursos universitários para Ciências Sociais, Direito e Letras.

Laís é quebradeira de Coco e honra esse legado. Foto: Campanha Nacional em Defesa do Cerrado.

A reverência pelo coco do babaçu vem de berço, foi desse produto e suas transformações que Laís e seus nove irmãos se criaram, e todo o movimento que faz é também em defesa das mulheres que trabalham nesse tipo de produção.

O grande inimigo na região é o agronegócio, que desenvolve atividades que adoecem as pessoas do campo, como o uso de agrotóxicos e a violência direta, com queima de acampamentos, conflitos que não são noticiados, conta a liderança. E as mulheres, mães solo, são as principais provedoras do seu lar, e quando acontece algum despejo, elas tentam, sozinhas, contornar a situação. “O agronegócio vem maquiado, tentando convencer. Esse é um ponto que eu sempre tenho batido na tecla. Acontece que o dono da casa, o senhor da casa ou marido, o macho alfa, ele tem o poder de influência maior que a mulher. Ela, infelizmente, não tem o poder de voz para dizer se pode ou não pode vender a terra, se ele pode ou não aceitar que o agronegócio trabalhe na terra”.

Por outro lado, Lais descreve o quanto é gratificante o processo da luta. “É ver mulher negra acreditando que é possível, que ela tem que ocupar o espaço que é dela por direito”, aponta sobre os resultados que a articulação de mulheres e juventude possibilitam na vida das camponesas e dos camponeses.

É conseguir pôr no olhar de um jovem, o desejo por entrar em uma universidade. É trabalhar para que a criança tenha a infância dela. É trabalhar para que os pais tenham esse contato com os filhos e esqueçam esse tempo de carrancismo, e vivam essa ligação familiar. É entender que existe todas as formas de amor, que o LGBT, sem-terra, negro, preto, branco, colorido, tem o direito de viver e tem direito de viver no campo, assim como qualquer outra pessoa.

Diz sobre a importância da continuidade das juventudes dentro do movimento pela terra.

“Para que a juventude não desista do campo ou esqueça que o campo é um lugar nosso”

A agricultura urbana e a geração de renda foram estratégias para promover a troca campo-cidade pela juventude. Além de impulsionar o setor de comunicação, desde o início da pandemia o grupo vem se organizando e vendendo os produtos produzidos nos acampamentos, assentamentos e nas hortas da cidade. Esse intercâmbio beneficia o campo e os setores periféricos da cidade, a distribuição era feita em forma de cesta básica junto com kits higiênicos.

“Cuidando da terra, você está cuidando da vida, você está cuidando da possibilidade de alguém viver além de você, além da vida que você viveu, além da sua geração”, afirma Laís Cardoso.

Um dos desafio enquanto juventude do campo, conta a jovem sem terra, é demonstrar que o campo é um lugar de lazer e de uma vida melhor que na cidade. Por isso, o trabalho se direciona também a motivar a juventude a participar na produção de casa e ter interesse no que vai ser produzido.“Uma das primeiras desculpas porque ele [o jovem] sai do campo é porque não tem renda, porque não tem lazer, um lugar sem graça, um lugar antiquado”.

No entanto, Laís aponta a importância da formação para que a juventude não esqueça de suas raízes e de que o campo é um lugar de direito. “Para que a juventude não desista do campo ou esqueça que o campo é o nosso lugar de viver, é ali que a gente vai produzir, é ali aonde a gente vai se criar, criar nossos, os filhos dos nossos filhos e que a gente precisa se manter ali como resistência em respeito a nossa história”, pontua. A jovem também ressalta o trabalho no setor de cultura que estimula a juventude a produzir arte, produzir vida através das escritas e ocupar os espaços mediante sua criatividade.

A juventude de Carrasco Bonito entregou as cestas. Foto: GT das Juventudes Rurais.

“A arte de viver na terra é algo mais que humano, é algo sobrenatural, porque a terra produz vida para si e para quem tá nela. Ela se cria, ela se reinventa”, diz Laís Cardoso sobre o orgulho de viver no campo coletivamente. “Conflito nenhum desses que a gente já passou, que a gente já vivenciou e presenciou, são suficientes para nos tirar a alegria de poder comer uma abóbora cozida, que a gente produziu e colheu. Um maracujá lá do pé, um gergelim, poder passar no meio da roça de milho e pegar a espiga que você quiser. Da terra a gente faz arte, faz vida!”, pontua.

“É momento de, mais do que nunca, abrir caminho para a resistência da juventude, dos nossos cantos, da nossa energia e da nossa mística. O Cerrado também é sua juventude resiliente e a sua diversidade. Não temos tempo a temer, vamos juntos e juntas e respiramos luta!”, finaliza a carta do I Encontro Nacional das Juventudes do Cerrado.

 

Arte em Destaque: Júlia Barbosa | Edição: Renato Silva.

Conteúdo republicado do Favela em Pauta.

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Jornalista e Doutoranda em Linguística pela Universidade Federal de Goiás. Mestra em Comunicação.
Colaboradora no Favela em Pauta.
Pesquisadora no Coletivo Magnífica Mundi – UFG e no OBIAH – Grupo Transdisciplinar de Estudos Interculturais e decoloniais da Linguagem – UFG.

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