Arte decolonial. Pra começar a falar do assunto ou: aprendendo a andar pra dançar A categoria colonialidade e a proposta decolonial têm aberto a possibilidade de reconstrução de histórias silenciadas, subjetividades reprimidas, linguagens e conhecimentos subalternizados pela ideia de totalidade definida pela racionalidade moderna.

Na década de 1970 formava-se no sul asiático o Grupo de Estudos Subalternos, cujo principal projeto era analisar criticamente a historiografia da Índia feita por ocidentais europeus e também a historiografia eurocêntrica produzida pelas/os próprias/os indianas/os. Segundo apresenta Florencia Mallon (2010), Ranajit Guha, historiador indiano, definiu o subalterno amplamente como qualquer subordinado “em termos de classe, casta, idade, sexo, profissão ou qualquer outro modo” (MALLON, 2010, p. 155), afirmando que todos os aspectos da vida subalterna – históricos, sociais, culturais, políticos ou econômicos – eram relevantes para o esforço de recuperar suas contribuições para a história da Índia. Anos mais tarde, em 1992, é constituído o Grupo Latino-americano de Estudos Subalternos (GLES), que, a partir de questionamentos acerca da classificação …