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Em Portugal discute-se sobre a proibição e a regularização do UBER, devido as reclamações de motoristas de taxis, seguindo ordens explícitas de seus patrões. Foram 13 mil taxis em «paralização», em uma «guerra» declarada ao UBER em 10 de outubro, por exemplo. Quando uns quantos cercaram o acesso principal ao aeroporto de Lisboa impedindo outros (raros) taxistas de lá chegar. Foi curioso que passados poucos minutos sem taxis em funcionamento os próprios usuários começam a sacar telefones celulares, e usando a rede wi-fi do aeroporto, iniciam chamadas por motoristas particulares via um aplicativo móvel. O aplicativo se chama UBER. Em conversa com alguns motoristas de UBER, fui informado que «o grosso» deles são brasileiros em situação temporário-irregular em Portugal. Situação […]

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É de se pensar para as próximas eleições municipais em Florianópolis, se o pacto feito pelo PSOL a base de óleo de enxofre com o PV e com a Rede (que quase teve outras personagens de carácter ainda mais questionável, e que COM CERTEZA seriam protagonistas no spin-off chamado «segundo turno»…) valer(i)am o sacrifício de uma (pequena?) parte dos votos que estão no momento codificados com «brancos, nulos e abstenções» (fora todos aqueles outros (poucos) que estão alojados no partido do Zé Maria e sem norte desde o rompimento deste partido consigo mesmo meses atrás). Há gente ali que acredita em esquerda. E não é aquela esquerda com gosto de PC do B nem de PT. Nós f/somos 68.168 (22,86%) […]

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Dando continuidade ao que eu e Carlitos já viemos postando aqui na IberoAmerica¹, eu gostava de problematizar mais um capítulo das limitações que a (i)lógica da produção acadêmica em ciências sociais vem produzindo. Notadamente no tocante a qualidade x quantidade de materiais em curso de produção. Por vezes acabo lendo teses antigas de antropologia, escritas duas, três ou quatro décadas atrás. Por vezes percebo que elas foram datilografadas. Aqui cabe lembrar que a extensão de páginas ou duração da pesquisa não diz muita coisa, mas a sua inexistência talvez possa dizer qualquer coisa. Algumas vezes estas teses são publicadas como livros. Normalmente estes livros tem dimensões ainda mais reduzidas quando comparados com as teses originais. Mesmo com a adição de […]

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Meu último post neste blog foi em 25 de julho. Eu me preparava para escrever mais um post para dar continuidade a discussão sobre produção acadêmica que foi iniciada previamente. No entanto em 19 de agosto eu tive a notícia do assassinato de meu pai. Nas semanas seguintes eu tive o meu passaporte, e o meu visto cancelados, sendo urgente a recuperação de ambos, pois logo em setembro eu ainda viajaria para Portugal para iniciar estudos em um doutoramento em antropologia. Devido a concentração de esforços em fornecer informações à polícia, resolver questões envolvendo um velório e um inventário, além de tentar emitir em menos de 30 dias um novo passaporte e um novo visto, acabei por atrasar não um, […]

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A triple A (AAA, American Anthropological Association) costuma (e gosta de) se autodeclarar (e também dizendo ser mundialmente reconhecida) como a maior associação nacional (ainda que seja mais internacional do que nacional…) de antropologia no planeta, e uma das mais antigas. Assim acaba ignorando as reuniões e associações que ocorriam nos territórios que hoje são batizados e reconhecidos como Alemanha, China, Egito, França, Índia, Inglaterra, Itália, Japão, México e Rússia, ou até Espanha e Portugal, há no mínimo um século, também. Ainda hoje, poucos dos novos países constituídos podem tentar competir em número (de pagantes de dízimo) com a triple A. É o caso, por exemplo, da Índia, da China, da Rússia, do Japão e do Brasil. O que a […]

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Eu lembro de pelo menos DUAS vezes quando eu não pude publicar (após o texto ser aceito) porque eu não possuía um título de DOUTOR (em antropologia), onde os periódicos, muito atenciosos e preocupados comigo, e não com o webqualis, me sugeriram incluir «alguém como co-autoria», onde podiam inclusive sugerir nomes, para assinarem em uma escrita que não participaram. Esses periódicos são todos brasileiros ou controlados por uma ilógica brasileira. A.k.a.: webqualis + concursos públicos federais para cargos de docência. Devido a essa lacuna das possibilidades de publicação científica no Brasil, é comum alunas e alunos de graduação (das ciências sociais) organizarem revistas científicas, e não raras vezes, restringirem as publicações APENAS à alunos de graduação do curso e áreas […]