Parentes

Parente é um conceito interessante

Breve reflexão sobre a variedade de percepção do uso sobre quem é, e como nos identificamos com os parentes.

O ensino e a orientação para o plágio e a auto-citação na academia

Sobre a publicação científica no Brasil

Uma ou duas vezes por mês eu sou convidado para emitir pareceres sobre textos de terceiros para revistas científicas. Faço isso desde quando conclui um mestrado. Inicialmente era feito apenas em revistas de graduação, mas posteriormente passei a receber pedidos de outras revistas. No começo eram apenas na área de antropologia, porém depois apareceram pedidos de revistas de direito, educação, história e sociologia. Normalmente são textos que cruzam a área de origem com certa bibliografia que é categorizada como antropológica. Em alguns casos eu recusei a possibilidade de emitir um parecer por óbvia incapacidade. Faz algum tempo – não sei (diria que não quero) precisar quanto, eu fui convidado para emitir um parecer para uma revista, daquelas que só aceitam […]

Do anarquismo teórico às práticas libertárias

Um papo com Ricardo Liper.

Por José Maria Barroso Tristán e Jefferson Virgílio. Apresentamos uma entrevista com Ricardo Liper, professor na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, sendo grande conhecedor de Michel Foucault e suas teorias. Além de docente, Ricardo tem uma longa trajetória como ativista social dentro do mundo libertário. Durante a ditadura militar brasileira foi um dos criadores do jornal “O Inimigo do Rei” na qual discutiam desde um olhar anarquista sobres as questões sociais e laborais mais relevantes naquela época sombria. Hoje podemos dialogar com ele sobre diversos temas. Iberoamérica Social: Professor, havíamos pensado em iniciarmos com os seus contatos iniciais com o pensamento anárquico e como isso pode aparecer na sua biografia pessoal e acadêmica. Poderíamos […]

Devemos manter fronteiras geográficas, epistêmicas, políticas e culturais com a África?

O que se entende e defende por Iberoamerica é um belo pedaço de construção imagética, que é resquício direto de tempos passados, coloniais e imperiais.

O conjunto de reflexões que proponho aqui busca recuperar breves debates que em outros momentos deve nos ter passado em frente aos olhos, mas sem ter sido realmente visto ou até problematizado de maneiras mais pormenorizadas. Pergunto agora de modo explícito se é possível ou pertinente construir ou manter uma definição qualquer de Iberoamerica que ignore as nossas raízes e as relações com povos, territórios e modos de pensar e viver assim chamados… Africanos? Especialmente em um momento onde alardeamos a revisão de limites, fronteiras e distanciamentos que nos são impostos. Os países e territórios que compõem a chamada Iberoamerica são atualmente em número de vinte e dois1Em ordem alfabética: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba,  Espanha, Equador, […]

As hipocrisias visíveis nas violências contra indígenas em Santa Catarina

Ano novo, velhas violências

São conhecidos apenas três grandes povos indígenas [1] que conseguiram sobreviver aos massacres realizados contra eles durante os últimos cinco séculos em Santa Catarina, no sul do Brasil. Esses povos são institucionalmente reconhecidos pelo Estado brasileiro pelos nomes de Xokleng, Guarani e Kaingang. Primeiras informações sobre cada um dos povos podem ser encontradas no site do Instituto Socio Ambiental (ISA): Guarani, Kaingang e Xokleng. O objetivo deste post é recuperar parte das hipocrisias visíveis nos discursos midiáticos sobre as violências promovidas contra os povos indígenas em Santa Catarina. O ano de 2018 começou nos lembrando como o ano de 2017 havia acabado. E como foram os anos de 2016 e de 2015. E como foram todos os anos anteriores para as […]

Napë. Relações sociais múltiplas e interseccionais

O nascimento e as escolhas I II Como o Sir James George Frazer,eles são capazes do uso do equívoco como forma de ciência. Relacionam o impossível: Do sono definido pela religião ao gênero que limita os modos à mesa, até a idade sugerida ao observar um caminhar. (Márnio Teixeira-Pinto  na  primeira  aula  do mestrado em antropologia social, realizada em 2014 no PPGAS/UFSC)1No original: “A descrição em antropologia é a arte de relacionar o não-relacionável.” Tradução minha.. Contam-me que naquela noite a lua foi maior que o normal, mas não me ficou claro, e ainda não me está, se isto possui algum signo de valor, ou até de influência. Dado que o meu pai é que era Napë2Napë pode ser traduzido […]