Como se proteger de um antropólogo

Um código de ética a partir da base

Eu trago hoje, um texto que não é meu. Como eu fiz, um par de anos atrás ao trazer um texto da Kerexu sobre o 7 de setembro, eu trago agora uma tradução de um texto de Maximilian Forte sobre os cuidados que indígenas (e não apenas eles!) devem ter com todo tipo de antropólogos que os procurarem. A inspiração pela disseminação da tradução é antiga, mas cresceu após ler o último texto de Elaine Tavares, aqui na IS sobre os interesses que o Estado tem nas terras tradicionais indígenas e para nos lembrar que o diabo descerá à terra na semana que vem. Elaine Tavares também já havia mencionado a Kerexu aqui na IS ao comentar os absurdos que ocorrem […]

Parentes

Parente é um conceito interessante

Breve reflexão sobre a variedade de percepção do uso sobre quem é, e como nos identificamos com os parentes.

Imagem de duas meninas que são gêmeas idênticas. Uma veste uma camisa escrito "CTRL + C" e a outra "CTRL + V".

Uma ou duas vezes por mês eu sou convidado para emitir pareceres sobre textos de terceiros para revistas científicas. Faço isso desde quando conclui um mestrado. Inicialmente era feito apenas em revistas de graduação, mas posteriormente passei a receber pedidos de outras revistas. No começo eram apenas na área de antropologia, porém depois apareceram pedidos de revistas de direito, educação, história e sociologia. Normalmente são textos que cruzam a área de origem com certa bibliografia que é categorizada como antropológica. Em alguns casos eu recusei a possibilidade de emitir um parecer por óbvia incapacidade. Faz algum tempo – não sei (diria que não quero) precisar quanto, eu fui convidado para emitir um parecer para uma revista, daquelas que só aceitam […]

Ricardo Liper

Apresentamos uma entrevista com Ricardo Liper, professor na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, sendo grande conhecedor de Michel Foucault e suas teorias. Além de docente, Ricardo tem uma longa trajetória como ativista social dentro do mundo libertário. Durante a ditadura militar brasileira foi um dos criadores do jornal “O Inimigo do Rei” na qual discutiam desde um olhar anarquista sobres as questões sociais e laborais mais relevantes naquela época sombria. Hoje podemos dialogar com ele sobre diversos temas.

Devemos manter fronteiras geográficas, epistêmicas, políticas e culturais com a África?

O que se entende e defende por Iberoamerica é um belo pedaço de construção imagética, que é resquício direto de tempos passados, coloniais e imperiais.

Jefferson

O conjunto de reflexões que proponho aqui busca recuperar breves debates que em outros momentos deve nos ter passado em frente aos olhos, mas sem ter sido realmente visto ou até problematizado de maneiras mais pormenorizadas. Pergunto agora de modo explícito se é possível ou pertinente construir ou manter uma definição qualquer de Iberoamerica que ignore as nossas raízes e as relações com povos, territórios e modos de pensar e viver assim chamados… Africanos? Especialmente em um momento onde alardeamos a revisão de limites, fronteiras e distanciamentos que nos são impostos. Os países e territórios que compõem a chamada Iberoamerica são atualmente em número de vinte e dois((Em ordem alfabética: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba,  Espanha, Equador, […]

Povos indígenas de Santa Catarina - Kaingang, Guarani e Xokleng

São conhecidos apenas três grandes povos indígenas [1] que conseguiram sobreviver aos massacres realizados contra eles durante os últimos cinco séculos em Santa Catarina, no sul do Brasil. Esses povos são institucionalmente reconhecidos pelo Estado brasileiro pelos nomes de Xokleng, Guarani e Kaingang. Primeiras informações sobre cada um dos povos podem ser encontradas no site do Instituto Socio Ambiental (ISA): Guarani, Kaingang e Xokleng. O objetivo deste post é recuperar parte das hipocrisias visíveis nos discursos midiáticos sobre as violências promovidas contra os povos indígenas em Santa Catarina. O ano de 2018 começou nos lembrando como o ano de 2017 havia acabado. E como foram os anos de 2016 e de 2015. E como foram todos os anos anteriores para as […]