Paca, tatu, cotia sim. Esses e outros bichos desconhecidos na Europa foram encontrados no litoral brasileiro e na Amazônia pelos portugueses, que tomaram emprestado das línguas indígenas os nomes de animais, peixes, plantas, práticas culinárias, tecnologias tradicionais e formas de fazer as coisas. Mas, por outro lado, os portugas trouxeram um mundo de coisas novas que não existiam aqui: enxada, machado de ferro, papel, catecismo, bíblia, pecado, cupidez, padre, soldado, pólvora, canhão e até animais como vaca, cavalo, cachorro, galinha. Com as coisas, trouxeram os nomes das coisas. A língua portuguesa e as línguas indígenas, através de seus falantes, ficaram se esfregando e se roçando uma nas outras, num intenso troca-troca. Esse atrito, que a sociolinguística chama delínguas em contato, […]

A Lagoa Encantada dos Xavante

O povo Xavante consiste na etnia mais numerosa do estado de Mato Grosso, cuja língua falada pertence à família Jê e ao tronco Macro-Jê.

A lagoa encantada dos Xavante: lugar de extrema beleza e lar de mistérios. Este ano, como membro de uma comunidade Xavante, tive algumas oportunidades de visitar esse lugar místico e em todas elas fiquei maravilhado. O local, guardado pelos xavante, é o centro de diversas polêmicas como estudos em ufologia e a pretensa (e indevida) especulação para exploração turística. Espero que os guerreiros xavante possam continuar protegendo e guardando todas as belezas e mistérios que ali existem, mantendo-a longe da ganância e da cobiça do não-índio. Assim seja, assim é!!! O mito da lagoa encantada por Elias Januário A lagoa encantada é uma lagoa cuja água tem um tom azul forte, localizada no município de Campinápolis, estado de Mato Grosso, […]

Saudações É com muito prazer que inicio a partir de agora, a minha participação como blogger na Rede Iberoamérica Social. Me chamo Felipe, natural de Barretos/SP, cidadão do mundo, sou biólogo com formação e interesses voltados à sociobiodiversidade e há mais de cinco anos estou envolvido com os povos indígenas. Conhecer e valorizar a sabedoria tradicional é, sem dúvida, uma chave fundamental para o processo de reconexão do ser humano e é nesse sentido que eu me insiro aqui nesta rede de colaboração. Desde fevereiro de 2015 vivo com os índios Xavante, na Aldeia Daritidzé, município de Campinápolis, Mato Grosso, Brasil. Atuando no campo da educação escolar indígena, tenho vivido o cotidiano dessa comunidade indígena de maneira integral e tem […]