América Latina e as lutas sociais

Na Colômbia o governo militarizado de Ivan Duque também continua levantando os trabalhadores e militantes sociais em protestos seguidos.

América Latina e as lutas sociais

A luta de classes é definitivamente o motor da história. E nesses dias tumultuados da nossa América Latina temos visto essa batalha bem acirrada. Seja na luta dos trabalhadores contra as velhas e repetidas práticas neoliberais, seja na mobilização contra os retrocessos. No Equador, por exemplo, agora sob o comando do empresário Guillermo Lasso, as políticas de ajustes neoliberais colocaram os trabalhadores do campo em luta. No último dia 18, uma jornada nacional de luta unificou os agricultores – que a convocaram a partir de um encontro realizado no dia primeiro de outubro – com estudantes, professores e outros militantes do movimento social para protestar contra as políticas de preço do produto agrícola, bem como contra os aumentos sucessivos da […]

Mil noites no Brasil

Na CPI da Covid, levada pela Câmara dos Deputados, os horrores se acumulam. Provas e mais provas da sistemática política de morte não provocam qualquer efeito. Os depoentes falam, contam os crimes e saem lépidos e soltos.

Faça o que fizer nada vai impedir que o país sangre até o final deste mandato. Negacionismo, descaso, perversidade. O governo em tela passou por uma pandemia dizendo que era uma gripezinha. Não preparou o combate. Milhares morreram por isso. Não havia leitos, nem oxigênio, nem remédios, nem respiradores. Na Amazônia e no pantanal, a vida ardia em labaredas criminosas, abrindo caminho para o latifúndio jagunço. E quando a vacina chegou, o mandatário foi à televisão e às redes sociais dizer que não era para tomar, porque as pessoas iriam virar jacaré. Para os que queriam a vacina restou a espera e a confusão. Sem um sistema eficiente de compra e distribuição, cada estado teve de se virar como pode. […]

América Central: a luta ainda vibra

Os governos da América Central (Guatemala, Nicarágua, Honduras, El Salvador e Costa Rica) celebram nesse mês de setembro o bicentenário de independência da colônia espanhola.

Os governos da América Central (Guatemala, Nicarágua, Honduras, El Salvador e Costa Rica) celebram nesse mês de setembro o bicentenário de independência da colônia espanhola, quando, em 1821, esses países criaram a União das Províncias da América Central. Integravam-se assim ao furacão revolucionário que tomava toda a América Latina e como acontecia no México e na América do Sul, igualmente expulsaram os espanhóis do mando, buscando vida melhor para toda a gente. Foi uma independência curta, visto que um ano depois eram anexadas pelo então Império do México, mas tão logo o México torna-se república em 1823, esses países aproveitam para voltar a constituir a União das Províncias, aí sim livres e autônomas, sem mais vínculos com a Espanha ou […]

O presidente do país segue governando na lógica do factoide, imitando seu ídolo Donald Trump. Parece não ter se dado conta do que aconteceu lá na matriz que tanto ama. A tática do factoide não deu certo. Trump foi derrotado fragorosamente. Por aqui, os marqueteiros do presidente continuam incentivando a mesma toada que, ao que parece, só serve mesmo para animar a sua plateia cativa. Foi o que se viu. As chamadas “lideranças” dos atos que visavam invadir o STF e cortar a cabeça do ministro Alexandre Moraes foram presas, responderão na justiça e provavelmente serão abandonadas para que se virem como possam. Milhares foram para Brasília armados da esperança de que os comunistas finalmente seriam eliminados – física e […]

Mais de seis mil indígenas sentados em frente ao telão em Brasília esperavam por um fechamento da questão do marco temporal, a proposta esdrúxula de definir o ano de 1988 como ano «um» da ocupação indígena. Isso significa que aprovada essa ideia só poderão ser demarcadas as terras as quaisos povos originários estivessem ocupando nesse ano específico. Ora, não precisaser muito inteligente para saber que o Brasil inteiro é território indígena.Eles aqui estavam quando Cabral chegou e aqui seguem resistindo depois de maisde 500 anos de massacres e tentativa de extermínio. Muitas etnias, ao longo dosséculos, precisaram mover-se no território, justamente para escapar da morte,então não faz qualquer sentido definir uma data do século XX para estabelecer direitos. Na verdade, […]

No Peru as eleições parecem não ter acabado. Ainda que Pedro Castillho tenha vencido e assumido o cargo, a oposição, a mídia e os inimigos de qualquer proposta mais à esquerda agem como se o novo presidente não tivesse qualquer capacidade para governar. Os ataques tem sido sistemáticos e a luta de classes se apresenta nas ruas, nos gabinetes, na vida cotidiana. Mas, o confronto não vem só da direita tradicional, a batalha por cargos entre os aliados e a necessidade de atender as alianças realizadas para vencer as eleições também trazem prejuízos para o novo governo. Além de lidar com os inimigos há que rebolar para não perder apoio. A primeira queda de braço de Pedro Castillo foi indicar […]