Lá vai o Brasil, descendo a ladeira

A verdade é como um esqueleto no armário. Mais dia, menos dia, ela aparece, ainda que seja tarde. É assim que, agora, vai se revelando o que todos sabíamos: o juiz Sérgio Moro, que conduziu o processo contra Luiz Inácio Lula da Silva manipulou, mentiu, agiu ilegalmente e tudo mais. O que era nítido naqueles dias agora ressurge com nova roupagem, visto que são os juízes da Suprema Corte que estão apontando os erros. Ainda assim, as emissoras de televisão, que foram pródigas em condenar o líder petista, comportam-se de maneira muito contida na divulgação dos fatos. O que antes era acompanhado de análises rebuscadas e áudios proibidos, agora aparece como mera notícia, sem maiores explicações. E não poderia ser diferente. A mídia comercial está sempre agarrada ao poder.

A verdade é como um esqueleto no armário. Mais dia, menos dia, ela aparece, ainda que seja tarde. É assim que, agora, vai se revelando o que todos sabíamos: o juiz Sérgio Moro, que conduziu o processo contra Luiz Inácio Lula da Silva manipulou, mentiu, agiu ilegalmente e tudo mais. O que era nítido naqueles dias agora ressurge com nova roupagem, visto que são os juízes da Suprema Corte que estão apontando os erros. Ainda assim, as emissoras de televisão, que foram pródigas em condenar o líder petista, comportam-se de maneira muito contida na divulgação dos fatos. O que antes era acompanhado de análises rebuscadas e áudios proibidos, agora aparece como mera notícia, sem maiores explicações. E não poderia ser […]

Notícias do Brasil

Para frear o colapso nos hospitais haveria duas saídas: ou ampliar de maneira intensa o número de leitos e de UTIs, ou o fechamento total das atividades. O tal do lockdown. Ou seja, o fechamento não é tanto para evitar o contágio, mas para segurar a onda nos hospitais. Quem não se lembra da China? Nos primeiros meses da Covid abriu gigantescos hospitais de emergência.

Para frear o colapso nos hospitais haveria duas saídas: ou ampliar de maneira intensa o número de leitos e de UTIs, ou o fechamento total das atividades. O tal do lockdown. Ou seja, o fechamento não é tanto para evitar o contágio, mas para segurar a onda nos hospitais. Quem não se lembra da China? Nos primeiros meses da Covid abriu gigantescos hospitais de emergência. No caso do Brasil, fazer o fechamento total implicaria ter políticas sérias de sustento das famílias que não tivessem salário para seu sustento, como os ambulantes, os autônomos e os pequenos e médios comerciantes. Já vimos isso, isso é impossível por aqui. Os pequenos e médios empresários não receberam ajuda e faliram. Houve crédito, mas […]

Chile: comunidade Mapuche em tempo de retomada

Desde a invasão espanhola e portuguesa, que os europeus insistem em chamar de “encontro de mundos”, o que se vê é a decisão permanente de destruição das etnias buscando integrar os povos indígenas ao modo de produção capitalista, no caso como mão-de-obra sem-terra, passível de exploração.

A população de etnia Mapuche, que vive no sul do Chile, carrega uma marca que se configura imperdoável: nunca foi colonizada. Nem na época da invasão espanhola, nem depois das guerras de libertação. E até hoje, passados sucessivos governos, insiste na sua autonomia. E, aqui, nesse ponto, há que se esclarecer. Autonomia não quer dizer separatismo, como muitos insistem em dizer – tanto à direita como à esquerda. Autonomia significa poder gerir seu território e os recursos que nele existem de acordo com sua cultura, sua cosmovivência. Para tanto, precisam que o estado chileno compreenda isso e pare de tratá-los como se fossem de outro planeta. Em países como a Bolívia e o Equador, por exemplo, esse debate já avançou […]

Os fugitivos do capital

A cena de um grupo de haitianos/venezuelanos/brasileiros tentando cruzar a fronteira do Peru, desde o Acre, é de partir o coração. Dezenas deles, que não encontrando formas de sobreviver no Brasil, decidem partir para outro ponto do globo, sendo impedidos, barrados, escorraçados

A cena de um grupo de haitianos/venezuelanos/brasileiros tentando cruzar a fronteira do Peru, desde o Acre, é de partir o coração. Dezenas deles, que não encontrando formas de sobreviver no Brasil, decidem partir para outro ponto do globo, sendo impedidos, barrados, escorraçados. Seu destino parece ser a fuga permanente. Os haitianos, que são maioria no grupo, saíram do Haiti, onde desde há décadas o império estadunidense estende seus tentáculos, seja nas ditaduras sanguinárias, seja nos golpes disfarçados – como a tal ajuda humanitária com os cascos azuis – seja em mais uma tentativa de perpetuação no poder, como é o caso agora do último presidente, Jovenel Moïse. O Haiti é uma ferida aberta de tormentos e dores. E por isso […]

BRASIL: JÁ ESTIVEMOS NO INFERNO

Talvez essa nova geração não conheça, mas já estivemos no inferno. Muitas vezes.

Talvez essa nova geração não conheça, mas já estivemos no inferno. Muitas vezes. E só para lembrar dos tempos de agora podemos falar da ditadura militar. Dias duros, de mortes, torturas e desaparições. Também passamos por um longo período de “distensão”, saindo do regime dos milicos para novamente passar às mãos da boa e velha elite civil. Não foi fácil cruzar o umbral da ditadura. As lutas foram grandiosas e massivas: batalha pela anistia, batalha pelas diretas. Quantas lágrimas de frustração e ódio vivemos depois dos gigantescos comícios e atos que mobilizaram multidões, e que se esfumaçaram numa decisão de cúpula, para uma eleição indireta? Depois de tantos anos de dor, a tal democracia vinha tutelada, pelas mãos de um […]

Onde andas, jornalismo?

Vira e mexe alguém decreta a morte do jornalismo, e aqui entenda-se jornalismo como um fazer específico que desvela a realidade dos fatos, a partir do singular, abrindo-se para o universal. O jornalismo como a análise do dia, a análise crítica dos fatos, a descrição e a interpretação da realidade, tudo junto e misturado.

Vira e mexe alguém decreta a morte do jornalismo, e aqui entenda-se jornalismo como um fazer específico que desvela a realidade dos fatos, a partir do singular, abrindo-se para o universal. O jornalismo como a análise do dia, a análise crítica dos fatos, a descrição e a interpretação da realidade, tudo junto e misturado. Bom, se pensarmos naquilo que se pratica nos meios comerciais de massa, pode haver alguma razão. Deveras, por ali, raramente acha-se o jornalismo. Há desinformação premeditada, há mentiras, há propaganda, mas muito pouco de jornalismo. Ainda que ele sobreviva, vez ou outra assomando em meio ao lixo, pela mão de algum jornalista raiz. É raro, mas acontece. Nas redes sociais, é como buscar agulha no palheiro. […]