Direito à comunicação e à informação veraz? Não no capitalismo

Quase como uma lavagem cerebral. A informação vai passando como uma dose a mais de droga, mas nunca é suficiente.

Uma coisa precisa ficar muito clara. No modo capitalista de produção não há espaço para o direito à comunicação das gentes. Desde que se consolidou, esse sistema busca, na comunicação massificada, apenas uma forma de manipular as informações e formar consciências mansas para a dominação e capazes de consumir as mercadorias desnecessárias que o sistema produz. Lá nos albores do capitalismo o escritor francês Honoré de Balzac, no seu livro Ilusões Perdidas, descreveu muito bem o papel da imprensa, como um espaço de mentiras e de destruição, não apenas da informação em si, mas do próprio jornalista. Naqueles dias, era o jornal o veículo que cumpria a função de informar e, ainda que a alfabetização fosse coisa para poucos, as […]

La sanción del femicidio: prejuicio, burocracia y negligencia

En muchas oportunidades las denuncias de las mujeres amenazadas, violentadas o en evidente riesgo de femicidio han sido desatendidas, obviadas, ignoradas, postergadas e incluso explícitamente rechazadas.

El femicidio en el pasado y en la actualidad ha ocurrido y ocurre porque, la sociedad organizada en torno a relaciones de género asimétricas, asume como inferiores, prescindibles y descartables las vidas de las mujeres con respecto a las vidas de los hombres. Esta valoración diferenciada explica por qué, ante el asesinato de los hombres se buscan culpables y justicia, pero ante los crímenes cometidos contra las mujeres se buscan justificaciones.

Quando The Smiths serve para combater a misoginia

Histórias que, ao final, além de revelar a impossibilidade do amor, demonstram a misoginia em sua melhor forma: o homem que, após desqualificar o seu amor, desqualifica a si mesmo e, renunciando ao amor, abre mão dele próprio.

A letra da música “Some girls are bigger than others”, da banda inglesa The Smiths, lançada em 1985, talvez pudesse ser lida como sobreposição de distintos tempos que, na verdade, confluem para afirmar uma única verdade: some girls are bigger than others. Quando Morrisey, vocalista da banda, escreveu essa letra, parecia, por um lado, interessado em brincar com elementos diversos e, por outro, bastante zeloso de que a sua combinação pudesse ser útil para produzir algo próximo de um poema. Contudo, ao misturá-la com a melodia, algo se inverte e a letra, que parecia ter forma definida, torna-se ainda mais elástica. Assim, se de uma era a outra (from the ice-age to the dole-age), o cantor descobre que a humanidade se ocupa […]

Las malas palabras

El derecho de los demás es también mi derecho. Una idea para reflexionar.

Hubo un tiempo no muy lejano –mediados del siglo pasado- cuando no se hablaba de derechos humanos. Era un concepto desconocido para las mayorías; no se había desgastado por la manipulación mediática ni el manoseo social y era algo así como una parte decorativa del léxico diplomático en los círculos internacionales. Luego, con el transcurrir de los años y la violencia política ya bien instalada en los países del Tercer Mundo, fue tomando protagonismo por la obvia necesidad de proteger a la población civil de los desmanes de sus gobiernos y de grupos extremistas. Sin embargo el tema de derechos humanos nunca parece haber tomado cuerpo más que en círculos muy reducidos de las sociedades, quedando como un tópico de […]

¿Que se entiende por “mercado de trabajo”?

Diversidad vs. Precision.

Uno de los conceptos más enraizado e incuestionable de la ideología científico-social es el de “mercado de trabajo”, utilizado comúnmente para dar cuenta de un segmento de la realidad (Prieto Rodríguez, 1989). No obstante, desde diferentes disciplinas no se presentan claros cuestionamientos y mucho menos iniciativas para renunciar a este concepto (Magaud, 1974). A continuación nos proponemos dar visibilidad a la diversidad de interpretaciones existentes,  que al mismo constituyen obstáculos para lograr una definición univoca. La exclusividad de una concepción de mercado perfecto de la mercancía fuerza de trabajo proviene de los principales exponentes de la teoría económica clásica y que se extenderá en la controversial teoría neoclásica. El planteamiento de un mercado perfecto hace referencia a un escenario de […]

“A população colonial é uma população que compra”: A colonialidade inerente à internacionalização da educação superior

A educação superior latino-americana tem sido particularmente funcional ao atual estágio de capistalismo acadêmico global e à perpetuação de relações neocoloniais nesse domínio.

Em tempos de reconfiguração do papel exercido pela educação superior no mundo, esforços direcionados à internacionalização se intensificam e se manifestam nos discursos como imperativo; como caminho para que os sistemas educacionais respondam a um contexto global complexo e incerto. Ao enaltecerem suas virtudes e suprimirem suas contradições, tais discursos acabam por neutralizar um fenômeno que envolve motivações e interesses distintos, um fenômeno que legitima determinados países, universidades e indivíduos como naturalmente superiores em relação a outros. Os relatórios sobre educação superior no mundo revelam um flagrante descompasso na colheita dos benefícios proporcionados pela internacionalização. Enquanto o Sul, amparado em um imaginário global dominante, mimetiza estratégias exógenas e se consolida como cliente de produtos educacionais, é o núcleo do sistema […]