Governo gaúcho ataca comunicação pública

O Rio Grande do Sul é o estado que tem hoje, proporcionalmente, a maior dívida pública do país. Ela supera em mais de duas vezes a receita. Passa dos 50 bilhões enquanto a arrecadação chega a pouco mais de 20 bilhões. A dívida com a União ultrapassa os 40 bilhões, 98% fruto de um refinanciamento de títulos mobiliários feito em 1998, no governo de Antônio Britto (PMDB). Outros passivos da dívida são déficits previdenciários, precatórios e empréstimos internacionais (perto de quatro bilhões). Outra pequena parte é composta de empréstimos internacionais. Observando as reportagens de jornais gaúchos sobre o que o atual governador chama de “calamidade financeira” a impressão que dá é de que a dívida apareceu de paraquedas no colo …

Motoristas de UBER e de táxis em Lisboa

Em Portugal discute-se sobre a proibição e a regularização do UBER, devido as reclamações de motoristas de taxis, seguindo ordens explícitas de seus patrões. Foram 13 mil taxis em “paralização”, em uma “guerra” declarada ao UBER em 10 de outubro, por exemplo. Quando uns quantos cercaram o acesso principal ao aeroporto de Lisboa impedindo outros (raros) taxistas de lá chegar. Foi curioso que passados poucos minutos sem taxis em funcionamento os próprios usuários começam a sacar telefones celulares, e usando a rede wi-fi do aeroporto, iniciam chamadas por motoristas particulares via um aplicativo móvel. O aplicativo se chama UBER. Em conversa com alguns motoristas de UBER, fui informado que “o grosso” deles são brasileiros em situação temporário-irregular em Portugal. Situação …

Sobre as eleições em FlorianóPSOLis

É de se pensar para as próximas eleições municipais em Florianópolis, se o pacto feito pelo PSOL a base de óleo de enxofre com o PV e com a Rede (que quase teve outras personagens de carácter ainda mais questionável, e que COM CERTEZA seriam protagonistas no spin-off chamado “segundo turno”…) valer(i)am o sacrifício de uma (pequena?) parte dos votos que estão no momento codificados com “brancos, nulos e abstenções” (fora todos aqueles outros (poucos) que estão alojados no partido do Zé Maria e sem norte desde o rompimento deste partido consigo mesmo meses atrás). Há gente ali que acredita em esquerda. E não é aquela esquerda com gosto de PC do B nem de PT. Nós f/somos 68.168 (22,86%) …

Da produção acadêmica e da academia de produção

Dando continuidade ao que eu e Carlitos já viemos postando aqui na IberoAmerica¹, eu gostava de problematizar mais um capítulo das limitações que a (i)lógica da produção acadêmica em ciências sociais vem produzindo. Notadamente no tocante a qualidade x quantidade de materiais em curso de produção. Por vezes acabo lendo teses antigas de antropologia, escritas duas, três ou quatro décadas atrás. Por vezes percebo que elas foram datilografadas. Aqui cabe lembrar que a extensão de páginas ou duração da pesquisa não diz muita coisa, mas a sua inexistência talvez possa dizer qualquer coisa. Algumas vezes estas teses são publicadas como livros. Normalmente estes livros tem dimensões ainda mais reduzidas quando comparados com as teses originais. Mesmo com a adição de …

Voltando

Meu último post neste blog foi em 25 de julho. Eu me preparava para escrever mais um post para dar continuidade a discussão sobre produção acadêmica que foi iniciada previamente. No entanto em 19 de agosto eu tive a notícia do assassinato de meu pai. Nas semanas seguintes eu tive o meu passaporte, e o meu visto cancelados, sendo urgente a recuperação de ambos, pois logo em setembro eu ainda viajaria para Portugal para iniciar estudos em um doutoramento em antropologia. Devido a concentração de esforços em fornecer informações à polícia, resolver questões envolvendo um velório e um inventário, além de tentar emitir em menos de 30 dias um novo passaporte e um novo visto, acabei por atrasar não um, …

Os meios alternativos no Brasil

Antes de falar dos meios alternativos – que eu prefiro tratar de independentes, comunitários  ou populares –  é preciso pontuar alguns elementos referente aos meios de comunicação que dispomos na chamada mídia corporativa ou comercial. Isso é importante para entendermos a ideia de alternativa. Seríamos nós uma alternativa a quê? Do ponto de vista do sistema capitalista que rege o mundo nós estamos colocados na periferia. Somos um país dependente e subdesenvolvido. A outra face de uma moeda, na qual  para que um seja rico e pungente, outro tem de ser explorado até o âmago. Fazemos parte dos explorados. Que isso fique claro. Essa mídia corporativa, tal como a conhecemos é visceralmente ligada ao capital. Tanto que o primeiro jornal …