“Como vamos saber o tempo da nossa história acontecer?”

Como os indígenas do Parque Nacional do Xingu, hoje uma ilha de preservação socioambiental em meio ao monocultivo de soja e milho, percebem as alterações climáticas e suas implicações para a sobrevivência de seu povo? Produzido em parceria pelo Instituto Socioambiental e o Instituto Catitu, o filme “Para onde foram as andorinhas?” retrata como a sabedoria ecológica desses povos, tradicionalmente conhecidos como os guardiões da floresta, está sendo impactada pelas alterações no ecossistema. O ciclo das borboletas, que surgiam na época da seca dos rios, e o ciclo das cigarras, que anunciavam as primeiras chuvas propícias para o plantio das roças, parecem ter sofrido alterações drásticas, deixando alarmados os indígenas do Xingu. O que para alguns pode parecer um mero […]

Venezuela, que ditadura?

A única esperança da Venezuela é seu povo. Até onde ele vai resistir é um mistério.

Ainda durante o governo de Hugo Chávez, a revista Veja, espaço de lixo jornalístico brasileiro escreveu o seguinte texto: “A Venezuela era, até o final do século XX, uma exceção na América Latina. Durante quatro décadas, entre 1958 e 1998, o país foi um exemplo de estabilidade política e de democracia no meio de um continente mergulhado em ditaduras militares. Seu relógio político obedecia a um fuso horário diferente do de seus vizinhos”. Para o escriba anônimo da Veja, depois de 1998 teve início, então, a “ditadura chavista”. Até ali era a paz. Mentira. A Venezuela antes de Chávez era um país dominado por meia dúzia de famílias que enriqueciam por conta do petróleo. A maioria da população vivia na […]

Leer con todos los sentidos

Leer con todos los sentidos, es un método para la adquisición de la lectura y la escritura a través de la exploración sensible de los conceptos y el trabajo con el dibujo como vía para entrar al significado de los textos, contextualizarlo y resemantizarlo a partir de la propia vivencia. La idea central desde la cual he partido, es que el arte como vía para el aprendizaje puede contribuir enormemente a la construcción psíquica del sentimiento, y con ello a mejorar el auto concepto; al mismo tiempo, puede ser un puente entre la sensibilidad y el análisis, al ampliar la noción del lenguaje y provocar una reflexión en torno a la cultura vivida. Hay que recordar que las personas aprenden […]

No es Venezuela, es Colombia: Chocó en resistencia

América Latina, con sus multitudinarios rostros y multiétnias, es negra, tiene la fuerza  y la resistencia de la afro descendencia. Una raíz milenaria que seguimos negando como parte de nuestra identidad cultural. Los afro descendientes en Latinoamérica seguimos siendo invisibilizados tanto o más que los pueblos indígenas. En la belleza  de la Patria Grande, entre las selvas del Darién y las cuencas de los ríos Atrato y San Juan, en el pacífico colombiano se encuentra el departamento del Chocó; donde habitan las etnias Emberá y los Waunana del bajo San Juan. El Chocó tanto como Valle del  Cauca, Nariño, Bolívar, Atlántico y Magdalena  es la  dignidad de la afro decencia colombiana. Como los Garífunas en Guatemala, Honduras, Belice y Nicaragua en Centroamérica. Como Brasil, hermosamente […]

O presente que não existe, o silêncio que não se cala

O silêncio da espera. O silêncio no Deserto do Atacama, é o mesmo que no espaço sideral. Silêncio entre perdas e angústia. Silêncio do choro contido. Silêncio ao imaginar o momento findo, ou a vida nascente. Silêncio entre as palavras que engasgam. Como  também o silêncio encarregado de alimentar lutas internas, histórias de vida. Silêncio ao não ter resposta. E o intermitente silenciamento de um encobrimento. Nostalgia da Luz, de Patrício Gúzman, adensa a reflexão sobre as representações do passado. Seguindo pela história chilena passa por tempos pré-colombianos, atravessa século XIX, cai na ditadura militar, e caminha até o céu atual mirando modernos telescópios e os barulhos dessa trajetória. Mas, conjugando essas histórias todas, existe um elemento circunscrito entre metáforas […]

Venezuela – segue a luta de classe

O dia primeiro de setembro está reivindicado pela direita venezuelana como um dia nacional de protestos. O líder da oposição, Henrique Capriles, que é também governador do estado de Miranda, tem ocupado de maneira ostensiva os meios de comunicação comercial – jornais e televisão –  para chamar a população para rua contra o governo de Nicolás Maduro, inclusive aqueles que vivem no exterior. A marcha tem como objetivo exigir mais rapidez na realização do plebiscito que propõe revogar o mandato presidencial. Como se sabe, na Constituição venezuelana, o poder mais importante e decisivo é o poder popular e a população – com 20% de assinaturas – pode exigir plebiscitos sobre qualquer tema. A direita venezuelana, depois de várias tentativas de golpes frustrada […]