Um campo de batalha seguro para a luta contra o Estado militar: A questão indígena

No Brasil de 1978, os meios de comunicação fervilhavam. Durante aqueles meses, os noticiários davam voz àqueles que se opunham ao governo, de uma maneira que há tempos não ocorria. Com certo grau de impunidade, aberta ou veladamente, o governo militar brasileiro passaria a ser criticado; críticas direcionadas à FUNAI e seu presidente, Ismarth Araujo de Oliveira e, sobretudo, voltadas à pessoa de Maurício Rangel Reis, ministro do interior. Naquela ocasião, o ministro colocaria em marcha um projeto de lei, que visava a emancipação dos povos indígena da tutela do Estado. Esse mecanismo burocrático seria ativado sempre que indivíduos ou comunidades alcançassem certos requisitos de “integração” cultural e econômica...

A síndrome do impostor é definitivamente algo a se considerar. Algumas considerações para estudantes de pós-graduação não se sentirem externos à academia

Rachel Herrmann [1] [2] Ao meu passado, enquanto estudante de pós-graduação, No último verão eu escrevi uma carta sobre todas as coisas que eu queria que você soubesse quando iniciou a pós-graduação, mas eu fiz uma gigantesca omissão: A síndrome do impostor. Isso me ocorreu quando eu conversei com um novo estudante de pós-graduação neste outono e que descrevia a síndrome do impostor sem saber o que ela era, ou que muitos estudantes de pós-graduação passavam por isso. Assim, eu decidi escrever para você outra carta para lhe dizer o que é a síndrome do impostor, por que ela é importante, e o que você pode fazer sobre isso. A...

ay, valentín! lo que me haces hacer…

“voy a perder la cabeza por tu amor…” canto-choraram tantos corações com estes versos do espanhol manuel alejandro (mas também com muitos outros versos, sabemos). nesta edição, uma trilha sonora pra celebrar, de diferentes formas, o dia 14 de fevereiro, dia de san valentín. diz a lenda que na roma antiga (quando o cristianismo ainda era bastante perseguido) o imperador claudio II tinha proibido o casamento alegando que os soldados solteiros eram melhores e mais eficientes que os casados. os casados, dizia ele, só pensavam em voltar pra casa… mas valentín desobedeceu o imperador e continuou celebrando casamentos. foi condenado à morte. conta-se que sua cabeça rolou no dia...

Sobre o “plágio” de Alexandre de Moraes

Alexandre de Moraes é um dos juízes responsáveis (sim, há outro, que pode ser promovido também) por livrar as revelações feitas contra a Frozen brasileira de chegarem ao público, garantindo assim que ela possa trazer de volta os preciosos clubes de leitura (via reader’s digest version for first ladies) das primeiras-damas na prefeitura do Brasil. Dilma não mantinha e não podia ser primeira-dama. Atualmente o nome deste juiz está em todos os telefones celulares no Brasil, onde 99,99% das pessoas que estão o criticando hoje, o conheceram nas últimas semanas. Nem mesmo quando foi nomeado ministro da justiça (e cidadania), tal reconhecimento precoce – novamente, graças a internet, diria...

odoyá, minha rainha!

oferenda não é essa perna de sofá. essa marca de pneu. esse óleo, esse breu. peixes entulhados, assassinados. minha rainha. não são oferenda essas latas e caixas. esses restos de navio. baleias encalhadas. pinguins tupiniquins, mortos e afins. minha rainha. não fui eu quem lançou ao mar essas garrafas de coca. essas flores de bosta. não mijei na tua praia. juro que não fui eu. minha rainha. oferenda não são os crioulos da guiné. os negros de cuba. na luta, cruzando a nado. caçados e fisgados. náufragos. minha rainha. não são para o teu altar essas lanchas e iates. esses transatlânticos. submarinos de guerra. ilhas de ozônio. minha rainha....

Previdência é fichinha, o inimigo é o capitalismo

O sistema capitalista de produção, diz Mészáros, é uma totalidade incontrolável. Sua função é buscar lucro a todo custo e, por isso, nem mesmo os capitalistas conseguem colocar freio a essa sede desenfreada. Assim que, como no clássico filme de terror do grande Bóris Karloff, ele funciona como uma bolha assassina, se expandindo sempre mais e engolindo tudo no caminho por onde passa, insaciável. Sua fonte de riqueza é o trabalho dos trabalhadores. Daí é extraída a mais-valia, que é o valor a mais, criado pelo trabalhador, e não pago pelo patrão. Marx já desvendou esse mistério e mostra, com dados concretos, como não existe outra forma de o...