Mudar o sistema para mudar a educação No sistema capitalista a educação sempre será um braço ideológico constituído para manter as coisas como estão.

As Jornadas Bolivarianas, em sua 13° edição, discutiram a educação na América Latina, celebrando os 100 anos da Reforma de Córdoba, movimento estudantil universitário que mudou a cara do ensino superior em todo o continente. Naqueles dias de 1918, um ano depois da grande revolução russa, o mundo estava em polvorosa e, na Argentina, um grupo de estudantes decidiu que ali também haveria de ter mudanças. Articulados e em luta eles ousaram propor uma nova universidade, democrática, autônoma, popular.  O ideário dos estudantes de Córdoba nunca se cumpriu de todo, mas muitas mudanças aconteceram, dando novos contornos ao mundo universitário. Agora, passados 100 anos, fica cada vez mais claro que...

un río como sujeto de derechos

de agua somos. da água brotou a vida. os rios são o sangue que nutre a terra. e são feitas de água as células que nos pensam, as lágrimas que nos choram e a memória que nos recorda. a memória nos conta que os desertos de hoje foram os bosques de ontem, e que o mundo seco costumava ser mundo molhado, naqueles remotos tempos em que a água e a terra eram de ninguém e eram de todos. quem ficou com a água? o macaco que tinha o porrete. o macaco desarmado morreu de uma paulada. se não me engano,  assim começava o filme 2001 uma odisseia no espaço. algum tempo...

Venezuela resiste e avança Ano após ano vem tentando derrubar as conquistas do governo bolivariano e a Constituição que expressou e expressa a vontade popular.

Nas últimas semanas a oposição venezuelana desferiu mais um ataque contra o governo bolivariano, de novo incitando a população à violência para desestabilizar ainda mais a situação do país, já bastante golpeado com a guerra econômica provocada pela mesma burguesia nacional, que sonha voltar ao poder. As marchas dos “esquálidos” – como são chamados os opositores – apostaram no uso da tática dos ataques violentos pontuais. Grupos de jovens, armados de coquetéis molovov, paus e pedras, trancaram ruas, queimaram prédios públicos e chegaram a atacar um hospital infantil. A ordem era tocar o terror. Mas, as ações violentas, em vez de deixar a população acuada, teve efeito contrário. Em resposta...

Sobre o Dia do Índio

Atividade foi promovida pela vereador Renato da Farmácia, do PSOL, e contou com a participação de Cris Tupã e Marcos Karaí, da etnia Guarani. Aceitei falar hoje aqui na seguinte condição. Primeiro, como uma descendente do povo Charrua, da Banda Oriental, que vicejou junto às duas margens do Rio Uruguai, tanto no lado uruguaio quanto brasileiro. E segundo como alguém que tendo sangue charrua e não renegando a minha condição, tem pautado sua vida na missão de falar aos não-índios  sobre a importância de se conhecer as culturas originárias, para que não se reproduzam os discursos discriminatórios e racistas, tão comuns àqueles e àquelas que desconhecem a realidade desses povos....

A carne e a luta

Sempre é bom repetir. Ao capital e aos capitalistas não interessam as gentes. Portanto, o que tiver de ser feito para que os lucros sejam sempre maiores, será. Isso acontece nos frigoríferos, nos bancos, nas fábricas, em todo lugar onde se produz mercadoria e onde se extrai a mais-valia do trabalhador. O jogo é sempre o mesmo: o trabalhador cria valor e os donos do capital usam seus truques para dobrar ou triplicar o lucro. Se isso incluir fraudar os produtos, usar veneno, plástico ou o que for, será feito. Bem como subornar funcionários, fiscais e etc… Assim que o caso da carne podre, ou com papelão, e os casos...

A nova onda de mineração e destruição nos países subdesenvolvidos

Tem sido sempre assim no sistema capitalista de produção. Se algum empresário quer realizar uma grande obra ou a exploração de recursos naturais, segue a mesma rotina. Primeiro, rouba as terras das pessoas que vivem na área, geralmente com a conivência do estado. Depois, os que conseguem ficar nas adjacências, lutando por seus direitos, são sistematicamente perseguidos, violentados ou assassinados. No Brasil, isso é batata. Foi assim na era das construções das grandes ferrovias, quando o capital inglês tomou a vida dos brasileiros. Quem, em Santa Catarina, não se lembra do que foi a Guerra do Contestado? Justamente isso. As famílias, desalojadas pela companhia de estrada de ferro, ao decidirem...