A Biblioteca de Jorge Luis Borges

Para Reinaldo Santos Neves A epígrafe do conto “A Biblioteca de Babel” (1941), de Jorge Luis Borges (1899-1986), é do livro A anatomia da melancolia (1621 é a data da primeira edição) de Robert Burton. Nela, está escrito: “Através desta arte você pode contemplar a variação das vinte e três letras…”. Abertura do conto, a frase de Burton relaciona-se ao segundo axioma da Biblioteca: a variação de 25 símbolos ortográficos (o ponto, a vírgula, o espaço e as vinte e duas letras) seria suficiente para enumerar o desconhecido. A Biblioteca se divide da seguinte forma: “O universo (que outros chamam a Biblioteca) compõe-se de um número indefinido, e talvez infinito,…

La Tejedora de Coronas

Espinosa, G 1982, La Tejedora de Coronas, Editorial Pluma, Bogotá. En un principio, la estructura de la novela la Tejedora de Coronas es compleja, fue publicada en el año 1982, una época en donde los círculos literarios la definieron en su mayoría como una novela histórica, crítica, arqueológica de los saberes prácticos y formas de vida halladas en la historia colonial de nuestra nación. Alfonso López Michelsen(Deas, 2006) pronunciaba “El diseño de la novela es tan ambicioso y la imaginación tan rica que, simultáneamente con el discurso filosófico y la teoría matemática, la vida llena de riesgos del Mare Nostrum Español, el mar de las Antillas, durante la Colonia, abre…

caveiras literárias do dia dos mortos

o dia dos mortos no méxico é uma celebração de origem indígena, que honra os defuntos no dia 2 de novembro. a festa é presidida pela deusa mictecacíhuatl, conhecida como a dama da morte, atualmente relacionada à la catrina, personagem de josé guadalupe posada e esposa de mictlantecuhtli, senhor do reino dos mortos. a festividade é dedicada às crianças e aos parentes falecidos. segundo a crença popular, nos dias 1 e 2, os mortos têm permissão divina para visitar parentes e amigos, e eles os esperam com comida, bolos, festa, música e flores. compartilhamos aqui algumas caveiras literárias que são versos bem humorados nos quais a morte  interage com personagens da vida…

A política na literatura e a narrativa das gentes

Foram três dias (21,22 e 23 de setembro)  de muita efervescência intelectual na XI edição das Jornadas Bolivarianas que esse ano teve por tema a literatura e a política na América Latina. De maneira bastante original cada um dos convidados foi traçando o paralelo entre as obras literárias de importantes autores latino-americanos e a vida real, o cotidiano nada mágico da grande Abya Yala ( as três américas). No primeiro dia, Victor Moncayo trouxe a obra de Gabriel Garcia Márquez, que, afinal, nada tem de realismo mágico. Toda temática narrada por Gabo, bem como seus personagens, estão completamente inspirados na realidade. A solidão retratada no “Cem anos de solidão” ou…

A Biblioteca Ayacucho e Ángel Rama

Neste ano, 2015, a Biblioteca Ayacucho completa quarenta e um anos dando sinais positivos da vitalidade da cultura latino-americana. Fundada em 1974, na Venezuela, durante o governo de Carlos Andrés Pérez, a Biblioteca Ayacucho no seu projeto inicial procurou criar um espaço para a divulgação dos “clássicos” do pensamento social e artístico produzidos nesta parte do mundo. Entre os principais idealizadores desse projeto, é o nome do uruguaio Ángel Rama (1926-1983) que merece o devido destaque, pois partiu dele a concepção inicial de organizar essa coleção. A criação da Biblioteca Ayacucho ocorreu num momento delicado da história do continente, principalmente pela proliferação de governos autoritários e ditaduras civis-militares que se…

me gritaron negra, por victoria santa cruz

nascida em lima, em 1922, victoria eugenia santa cruz gamarra foi uma compositora, coreógrafa e figurinista. a artista é responsável, junto ao seu irmão nicomedes santacruz, com quem fundou o grupo musical cumanana, em 1958, pela  intensa valorização das tradições musicais e culturais negras no peru. assista a uma cena do espetáculo musical “la magia del ritmo, dirigido pela artista, que conta a história da música negra no peru, e leia abaixo o seu poema “me gritaron negra”. tenía siete años apenas, apenas siete años, ¡qué siete años! ¡no llegaba a cinco siquiera! de pronto unas voces en la calle me gritaron ¡negra! ¡negra! ¡negra! ¡negra! ¡negra! ¡negra! ¡negra! ¡negra!…