O modelo de “controle cultural” para o estudo das “antropologias secundárias”. Uma proposta

Se não se seguir a historiografia tradicional da antropologia, que costuma apresentar o desenvolvimento da disciplina como uma sequência de propostas paradigmáticas, no que se compreende como a história da antropologia podem se distinguir duas grandes fases:

A primeira fase é o surgimento da ciência antropológica no século XIX no atlântico norte e a sua consolidação como “antropologia clássica” durante a primeira metade do século XX, com seus debates teóricos e metodológicos, e com o seu impressionante acervo de estudos sobre culturas espalhadas por todo o mundo. Estudos que incluíam, por se dizer, culturas indígenas e subculturas rurais e de artesãos, culturas populares, ou “não urbanas”, assim como formações culturais do passado (“história cultural”, geograficamente próximos, temporalmente distantes) nos mesmos países originários da antropologia.

Des/colonização nas periferias iberoamericanas: o poli olhar

Os múltiplos olhares de sobrevôo possíveis na abordagem do tema motivador da presente edição, “Des/Colonização, Iberoamérica e o despertar da periferia”, revelam a complexidade de nossos modos de ser como participantes da história humana na diáspora iberoamericana. Com o intuito de apurar o foco desta provocação, compreendendo por iberoamericanos a comunidade dos falantes herdeiros da …

O desafio do intercultural: refletir – criar – resistir diante das relações entre colonialidade, culturas, política e saber

Fayga Moreira Doutora em cultura e sociedade UFBA, Brasil [email protected] Recibido 12/03/2016 Aceptado 24/03/2016 Resumo: A partir de uma revisão bibliográfica sobre os conceitos de colonialidade do saber e do poder e sobre o potencial dialógico da proposta intercultural, o ensaio apresenta filmes, músicas, poesias e arquétipos que dialogam com esses conceitos. O objetivo é …